Em Portinholas, uma feliz parceria. Uma escritora, que também é pintora, encontra-se com um pintor, que gostava de escrever. A escritora é Ana Maria Machado e o pintor, Candido Portinari. Ambos amam sua arte e ofício: "Adoro o meu trabalho. Ainda bem, porque acho que não ia conseguir viver se não escrevesse." (AMM) "Se eu não fosse pintor, queria ser pintor." (CP) Da parceria nasce a história de uma menina que adorava pintar, desenhar casas na areia da praia, casas mágicas que levavam a ela e a seus amigos para um mundo mais gostoso e divertido. Como chegar ao mundo dos sonhos onde portas, portinhas e portinholas se abrirão para todas as brincadeiras possíveis, sem limites para a imaginação? Um dos caminhos está no livro Portinholas. O caminho da menina foi também um livro grande e lindo: Portinari. Lá estavam meninas com belos laços de fita, prontas para uma festa. Meninos se divertindo a valer, pulando carniça, soltando pipas, se balançando, jogando futebol. Palhacinhos brincando de gangorra. Havia até alguém que desenhava na areia como ela. Havia também céu estrelado, enfeitado por balões e pipas. Nessa hora de encanto e magia, Portinari poderia dizer: "Sabe por que é que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos". Assim como os meninos, ela também estava suspensa no ar. [quarta capa desta edição]
