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    Melhores Crônicas de Roberto Drummond (Coleção Melhores Crônicas) -

    Roberto Drummond

    Global
    2005
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8526010131
    Português Brasileiro
    4.3
    6 avaliações
    Leram11Lendo0Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados8Avaliaram6

    Além de ser conhecido como contista e romancista, Roberto Drummond foi, por meio de suas crônicas, a partir da década de 1960, o grande retratista da vida brasileira, em especial a de Belo Horizonte e de sua sociedade. Conhecido como escritor pop, firmou um estilo próprio, onde mescla, no mundo concreto, situações e personagens reais e imaginários. A crítica é unânime em afirmar que seu estilo marcou época na moderna literatura brasileira.

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    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich08/09/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Roberto Drummond, um homem de coração

    – Um cronista sem assunto é como um homem sem coração. Assim brinca Roberto Drummond na crônica em que observa um menino prestes a atirar contra um passarinho e pensa que finalmente encontrou o assunto que tanto procurava. Mas se tem uma coisa de que Roberto Drummond não pode ser acusado é de não ter coração – tinha coração até demais, tanto que perderia a vida com um ataque. Nos textos reunidos na coleção “Melhores Crônicas”, vemos um Roberto Drummond bastante solidário com os sofrimentos alheios, compadecendo-se diante de injustiças e procurando fazer justiça com as próprias crônicas. Destaca-se o tom otimista que procurava empregar, fazendo acreditar que ainda era possível fazer alguma coisa para que as coisas fossem melhores. Muitas das frases utilizadas por Drummond com esse objetivo tinham a forma e a beleza de um verso, às vezes com um ponto final onde gramaticalmente não deveria haver nenhum. Drummond usa com frequência a técnica da repetição, já bem explorada por Paulo Mendes Campos, para criar uma situação que o leitor só conseguirá resolver ao término da leitura da crônica. O cronista também cria o seu cenário em meio às ruas de Belo Horizonte, que lhe fornecem personagens, histórias e reflexões. Essa identificação do cronista com a sua, digamos, área de atuação também acaba passando ao leitor, ainda que ele nada conheça de Belo Horizonte. E, como não poderia deixar de ser, Drummond também canta as Minas Gerais. Existem muitos textos próximos ao conto, geralmente com temática envolvendo o amor, alguns com cara de “causos” mesmo, beirando o absurdo, vários descrevendo tipos curiosos, e todos bastante simpáticos, fazendo deste um dos livros de leitura mais rápida da coleção. São crônicas tenras, amáveis mesmo, agradáveis de se ler. Roberto Drummond é um homem cheio de coração.

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    4.3 / 6
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas17%
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    • 1 estrelas0%
    Roberto Drummond profile picture

    Roberto Drummond

    Roberto Francis Drummond (Ferros, 21 de dezembro de 1939 — Belo Horizonte, 21 de junho de 2002) foi um jornalista e escritor brasileiro. Participou da chamada literatura pop, marcada pela ausência de cerimônias e pela proximidade com o quotidiano. Antes de residir, a partir da adolescência, em Belo Horizonte, a família do escritor viveu em Guanhães, Araxá e Conceição do Mato Dentro. Na capital mineira, inicou no jornalismo na extinta Folha de Minas. Aos 28 anos, passou a dirigir a revista Alterosa, fechada pela Ditadura Militar em 1964. Durante um ano trabalhou no Rio de Janeiro, retornando a Belo Horizonte em 1966, onde passou a escrever colunas esportivas e crônicas. O sucesso na literatura começou com seu primeiro livro, A morte de DJ em Paris, em 1971. Relançado em 1975, bateu recordes de vendas, recebendo o Prêmio Jabuti de autor revelação. Na década de 80, inicia uma nova fase de sua produção literária, com a publicação de Hitler manda lembranças. Seu maior sucesso foi o romance Hilda Furacão, publicado em 1991 e adaptado para a televisão em 1998 numa minissérie de sucesso da Rede Globo. Roberto Drummond também fez um programa esportivo diário na TV Bandeirantes de Belo Horizonte. O escritor era fanático torcedor do Clube Atlético Mineiro e criou para o clube a famosa frase: Se houver uma camisa branca e preta pendurada num varal, o atleticano torce contra o vento. — Roberto Drummond Morreu vítima de problemas cardíacos, no dia da partida entre Brasil e Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002. Foi homenageado pela prefeitura de Belo Horizonte com uma estátua de bronze em tamanho real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi

    15 Livros
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    Minas Gerais, Brasil

    Roberto Drummond