A filosofia de Friedrich Nietzche (1844 - 1900) foi quase totalmente negligenciada durante a sua vida lúcida, que chegou a um abrupto final em 1889. A partir das suas crises de loucura, a sua obra foi apropriada como uma espécie de ícone pelos mais diferentes tipos de pessoas, cujas interpretações do seu pensamento vão do cúmulo do irracional ao máximo do analítico. Idiossincrático e aforístico, Nietzche é sempre desconfortável e provocativo, e tentadoramente atraente. A leitura introdutória de Michel Tanner à vida e obra do filósofo examina as numerosas ambigüidades inerentes aos seus escritos. Ela também explora as muitas incompreensões a que ela esteve sujeita nos últimos cem anos desde que Nietzsche, profeticamente, escreveu: "Acima de tudo, não me confundam com o que eu não sou!"
