Locke (Os Pensadores #19) - Carta acerca da tolerância; Segundo tratado sobre o governo; Ensaio acerca do entendimento humano

    John Locke

    Abril Cultural
    1983
    344 páginas
    11h 28m
    Português Brasileiro

    Consultoria da introdução por Carlos Estevam Martins e João Paulo Monteiro. 1. Carta acerca da tolerância [1689] ::: Nessa famosa carta, Locke mostra a necessidade de tolerância mútua entre os cristãos. Defende a ideia de que “a religião verdadeira e salvadora consiste na persuasão interior do espírito”, concluindo que não deve haver em matéria religiosa qualquer forma de coação externa. Mostra também que ao magistrado civil cabe apenas assegurar ao povo em geral e a cada súdito em particular a posse justa dos bens desta vida, sem interferir nos assuntos estritamente religiosos. 2. Segundo tratado sobre o governo [1690] ::: Uma das obras fundamentais do liberalismo político moderno, em seu subtítulo apresenta-se como um Ensaio relativo à verdadeira origem, extensão e objetivo do governo civil. Partindo da análise do que seria o “estado de natureza”, discute a origem, a organização e os fins da sociedade política e do governo, mostrando a interligação entre os poderes legislativo, executivo e federativo. Trata ainda da usurpação do poder, da tirania e da dissolução do governo. 3. Ensaio acerca do entendimento humano [1690] ::: Formulando os postulados básicos do empirismo clássico, Locke combate a doutrina das ideias inatas. Ao examinar a questão da origem das ideias simples e complexas, discute a natureza de ideias como as de número, substância, infinidade e causa. Investiga também o problema das palavras, o da extensão do conhecimento humano, o dos graus de assentimento e o da relação entre razão e fé.

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    Doney Corteletti Stinguel07/05/2017Resenhou um livro
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    Lista de livros: Ensaio Acerca do Entendimento Humano, de John Locke

    “Quem não quiser se equivocar, deve construir sua hipótese, derivada da experiência sensível, sobre um fato, e não supor um fato devido a essa hipótese.” * “Mesmo a mais desenvolvida noção que temos de Deus consiste apenas em atribuir as mesmas ideias simples que adquirimos pela reflexão acerca do que descobrimos em nós mesmos, e que concebemos ter mais perfeição nelas do que seria em suas abstrações; atribuir, eu digo, essas ideias simples a ele num grau ilimitado. Deste modo, tendo adquirido, mediante a reflexão acerca de nós mesmos, a ideia da existência, do conhecimento, poder e prazer – cada uma das quais achamos melhor ter do que não ter; e quanto mais tivermos de cada é melhor –, reunindo todas, com a infinidade a cada uma delas, temos a ideia complexa de um ser eterno, onisciente, onipotente, infinitamente sábio e feliz.” * “Não questiono que este conhecimento humano, sob as circunstâncias atuais de nossos seres e constituições, possa ser levado bem além do que tem sido, se os homens sinceramente e com liberdade da mente empregassem toda diligência e esforço de pensamento no aperfeiçoamento dos meios para descobrir a verdade, em lugar de o fazerem superficialmente ou apoiando-se na falsidade, para manter um sistema, interesse ou facção com a qual estão comprometidos.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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