Seu desaarecimento foi anunciado muitas vezes. No entanto, o mundo agrícola resiste e as mobilizações que ele desencadeia transformam regularmente a agenda política dos governos. Quer disputando a distribuição de terras ou o modo de produção, estes movimentos de protesto tomam às vezes uma direção radical: uma representação partidária, situada no extremo do cenário político; o recurso a meios de ação que podem chegar à violência. Alguns se inscrevem na linha de uma extrema direita nacionalista, nolstálgica de uma época de ouro mítica; outros, herdeiros da revolução social, lutam por um mundo mais igualitário. Ás vezes, ainda, são reativados os mitos de liberação nacional. (Nathalie Duclos)