Voltaire (Os Pensadores #25) - Cartas inglesas; Tratado de metafísica; Dicionário filosófico; O filósofo ignorante

    Voltaire

    Abril Cultural
    1984
    342 páginas
    11h 24m
    ISBN-13: 1000209032887
    Português Brasileiro

    Compõe-se de: 1 - CARTAS INGLESAS (1734) Durante seu exílio na Inglaterra, Voltaire ficou fascinado com as transformações ali ocorridas. Duas revoluções- a dos puritanos de Cromwell e a de 1688, que restaurou a Monarquia tinham tornado a ilha um país livre: tudo era debatido com a maior clareza, ninguém era preso por suas idéias; cultura e ciência floresciam. As Cartas Inglesas expressam justamente a admiração de Voltaire pela liberdade e tolerância dos ingleses. Entretanto mal chegaram à França, essas Cartas foram queimadas em praça pública por desrespeito às autoridades, à religião, aos bons costumes, e por fazerem o elogio às idéias estrangeiras que subvertiam a ordem. Não obstante, elas foram muito lidas e abriram caminho para o triunfo da filosofia iluminista na França, sobretudo graças à irresistível verve do autor. 2 - TRATADO DE METAFÍSICA (1738) a verdade, um tratado anti-metafísico que satiriza os que pretendem dar respostas definitivas para os últimos segredos do Universo 3 - DICIONÁRIO FILOSÓFICO (1752) O primeiro livro de bolso de que se tem notícia. Apesar de proibido e queimado pela censura, teve uma extraordinária difusão. Colocado embaixo de portas, dependurado em cordões de campainha e encontrado nos bancos de passeios públicos, foi um poderoso instrumento crítico, ridicularizando as crenças oficiais-civis e eclesiásticas -os contra-sensos e prepotências do poder constituído e os costumes dos poderosos. Abriu caminho para o livre-pensar. 4 - O FILÓSOFO IGNORANTE (1766) "Minha liberdade consiste em andar quando quero andar, desde que não sofra de gota", escreveu Voltaire em O Filósofo Ignorante atacando os defensores da "verdadeira liberdade". Voltaire preferia a liberdade sem adjetivos e afirmava que a nova filosofia precisava começar por se declarar ignorante e aprender diretamente com a observação do mundo.

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    João Lúcio Vergueiro11/03/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Filosofia, história, revolução francesa em ótica antagônica a Rousseau. Voltaire é desprezível, mas, escreve muito bem.

    Me impressiona o estilo de escrita agradável e fluida para um texto desta época. É corruptora, talvez o ancestral dos marqueteiros políticos. Ler Voltaire depois de ler Rousseau foi bom, mesma época, mesma causa, (a revolução francesa), o fim é o mesmo, mas, os meios são antagônicos: - A caneta de Rousseau é técnica, legalista e se preocupa com o bem social. - A caneta de Voltaire é politica, poetiza, corrupta e busca o próprio beneficio. A revolução francesa era necessária, justa e foi conquistada pela conjunção de meios dignos e indignos. Os fins justificam os meios? Pode-se ler só as cartas e por si já valem a pena a leitura.

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