Conversas com Francis Bacon - O cheiro do sangue humano não desgruda seus olhos de mim

    Franck Maubert

    Zahar
    2010
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788537802403
    Português Brasileiro

    “Não sabemos por que determinadas coisas nos tocam. É verdade, adoro os vermelhos, os azuis, os amarelos, a gordura da carne. Somos carne, não é mesmo?” Francis Bacon A pintura de Francis Bacon, um dos mais importantes artistas do século XX, é crua, direta e ainda assim sensível – como suas palavras. Na opinião do crítico de arte Franck Maubert, Bacon, mais que qualquer artista, encarnava a pintura. O pintor lhe concedeu uma primeira entrevista em 1982, em seu famoso e quase secreto ateliê. Outros encontros viriam, e com eles uma amizade que duraria até a morte do artista, uma década depois. Esse livro traz passagens dessas várias e inéditas entrevistas, que abrangem a maioria dos grandes temas de interesse para Francis Bacon: arte, vida, morte, leituras, amizades, viagens, a bebida e sobretudo sua paixão – a pintura. Inclui ainda: . Texto introdutório, “Morada do Caos”, sobre Bacon, seu ateliê e a relação entre eles. . Um interessante exercício de aproximação entre as obras do pintor e os escritos do filósofo homônimo. . Breve cronologia. “Falar o divertia. Falar o excitava. Falar, para ele, também era uma arte.” F. Maubert

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    Yandra Suyane picture
    Yandra Suyane07/03/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    O cheiro do sangue humano não desgruda seus olhos de mim

    Conversas com Francis Bacon é um livro sem grandes pretensões. É curto, de leitura rápida e para quem procura um conteúdo detalhado da vida do artista vai se sentir frustrado. Pra quem já conhece o artista e quer conhecer um pouco mais sobre o que passava na cabeça de Bacon pode sentir uma leve vertigem de como ler cartões postais antigos. Talvez te satisfaça, talvez não. Eu me encantei com as conversas que Franck tentava emplacar e Bacon o levava para outro assunto que ele queria falar apenas porque sim. Me identifiquei em várias partes onde ele citava seu processo criativo e sua relação com as pessoas. Mesmo sendo um artista que alcançou fama ainda vivo, ele me parece bastante consciente de si, mal humorado, mas sem ser arrogante. Alguém que eu gostaria de ter tomado um litrão e falado mal da academia com ele. Deixo aqui uma frase do próprio, citada no livro: "Nascemos solitários, morremos solitários. E, se conseguirmos fazer alguma coisa entre os dois, é melhor. A maior das aventuras é a vida, não?"

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