QUEM E COMO FIZEMOS A REDE GLOBO -

    Luiz Eduardo Borgerth

    Giarafa
    2003
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788589876179
    Português Brasileiro

    Narrador e personagem, Luiz Eduardo Borgeth revela os bastidores da formação de uma das maiores empresas de comunicação do mundo - a TV Globo. Em tom memorialista, Borgerth dispensa apresentações e aponta a câmara para os personagens criadores dessa história.: são protagonistas, participantes especiais e coadjuvantes - de escritores a generais -, figuras importantes da cultura e da história da televisão brasileira. Mas Borgerth não pára por aí. Sem deter-se exclusivamente nas recordações, foca os holofotes no debate sobre a influência da televisão na criminalidade, um tema atual e polêmico.

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    Luis Eduardo Souza Costa19/09/2011Resenhou um livro
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    Figurante (auto) promovido a ator principal.

    O primeiro sentimento ao me deparar com o livro “ Quem e Como Fizemos a TV Globo”, foi o de desconfiança, pois em quase 20 anos de pesquisas informais sobre o assunto, jamais havia ouvido o nome de Luiz Eduardo Borgerth como um dos componentes do núcleo duro da emissora, fato esse destacado no texto da capa e da orelha da obra. Pouco tempo depois, ao encontrá-lo novamente em uma tradicional feira de livros montada no Centro do Rio de Janeiro, resolvi dar uma segunda chance ao volume. Infelizmente aquela primeira impressão acabou se confirmando. O fato do autor não ser citado naquilo que considero a bíblia dos anos inaugurais da TV Globo, o livro “O Campeão de Audiência”, a autobiografia de Walter Clark, escrita em parceria com Gabriel Priolli, certamente não é mero acaso. Borgerth no máximo pode ser considerado um executivo de terceiro escalão do canal 04 carioca, embora esteja o tempo inteiro tentando provar o contrário. O verdadeiro centro decisório daquilo que viria a ser a maior emissora do país era formado por Borjalo, o americano Joe Wallace (que recentemente lançou as suas memórias sobre a Globo), Daniel Filho, Armando Nogueira, Boni e o já citado Walter Clark. A freqüente tentativa de Borgerth de se atribuir maior importância do que a que realmente teve, soa constrangedora a quem conhece o mínimo da história da TV no Brasil. Outro sério problema do livro é a potencial hierarquização que alguns personagens recebem ao longo da narrativa, ou seja, segundo critérios subjetivos, Luiz Eduardo Borgerth classifica algumas figuras da formação da Globo como protagonistas (em que ele mesmo se inclui), coadjuvantes e figurantes. Sobram aberrações em tais escolhas. Para finalizar, há uma dispensável “reflexão”, sobre muitos aspectos ininteligível, sobre “a violência na televisão” repleta de clichês e de análises de terceira mão supostamente acadêmicas. Lamentável sob todos os ângulos.

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