No livro “A segunda Vinda de Cristo", Hernades Dias Lopes, inicia o prefácio mostrando algumas cosmovisões acerca da história e afirma que o cristianismo enxerga a história como tendo uma finalidade (teleológica). Em seguida levando em conta o texto do evangelho de Mateus no capítulo 24 é destacado o fato dos discípulos se admirarem com o Templo de Jerusalém e uma declaração de Jesus acerca de uma futura queda de Jerusalém (fato que ocorreu no ano 70 d.c. pelo imperador Tito) e de eventos que ocorreriam próximo a sua volta.
Depois HDL apresenta três tipos de sinais : os que revelam graça, os que indicam oposição a Deus e os que indicam juízo de Deus. Em seguida ele descreve a segunda vinda, bem como a preparação para ela.
No capítulo 2, tendo como base a segunda carta de Paulo aos tessalonissenses, HDL apresenta um equívoco quanto à tentativa de marcar datas e um equívoco de não observar os sinais.
Ainda no capítulo 2 e no capítulo 3, HDL dedica várias páginas para falar sobre o Anticristo. É dito dele que no Livro do Profeta Daniel ele é apresentado como 4 impérios, como 1 pequeno chifre que se torna grande e como Antíoco Epifâneo (Seleucida). Nos evangelhos o Anticristo é apresentado como o Imperador Tito e como um personagem escatológico. Nas cartas de João ele é apresentado como um representante de um grupo de pessoas que sustentam uma heresia e que já vivia naqueles dias. Nas epístolas de Paulo, o Anticristo é apresentado como uma pessoa que perseguirá cruelmente os cristãos num período chamado de Apostasia. Também é dito que há alguma coisa que impede a manifestação do anticristo (ainda que o seu espírito já esteja atuando) e que a manifestação dele só será possível quando for removido aquele que agora o detém.
No capítulo 4, HDL fala sobre os elementos da segunda vinda, bem como a primazia na "parousia" daqueles que já morreram. Fala-se também sobre o arrebatamento, a ressurreição e o Juízo como eventos simultâneos. Pensando assim HDL defende uma perspectiva amilenista da escatologia.
No capítulo 5, ele procura responder quais devem ser as atitudes do cristianismo em relação à segunda vinda de Jesus.
Nos capítulos 6 e 7 ele dedica pra falar um pouco sobre o estado eterno dos que creem e daqueles que rejeitaram a oferta da salvação.
Na minha opinião o livro é escrito numa linguagem bastante acessível quando comparado a outras obras de Teologia. Deve ser lido por todos aqueles que gostam do tema (independente de algumas divergências ) como uma especie de introdução à escatologia.