Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas17
    • Leitores632
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Livro de Soror Saudade -

    Florbela Espanca

    Tipografia A Americana
    1923
    46 páginas
    1h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    313 avaliações
    Leram515Lendo8Querem109Relendo0Abandonos0Resenhas17
    Favoritos35Desejados109Avaliaram313

    Livro de Soror Saudade é um livro de poesia de Florbela Espanca publicado em Janeiro de 1923. Editado em Lisboa pela Tipografia A Americana contém trinta e seis sonetos. A poetisa iniciou o trabalho sobre a coletânea logo depois de ter editado a sua primeira obra, o Livro de Mágoas (1919). Primeiramente, o título do livro oscilou entre Livro do Nosso Amor e Claustro de Quimeras, conforme o atestam dois diferentes manuscritos depositados na Biblioteca Nacional de Lisboa. O Livro de Soror Saudade é uma refundição dos dois manuscritos anteriores. As provas tipográficas do volume acham-se também no espólio da Biblioteca Nacional de Lisboa. O livro era inicialmente dedicado ao segundo marido de Florbela, António Guimarães, mas a dedicatória incluída no Claustro de Quimeras acabou por não ser editada. Foi uma das numerosas alterações feitas no livro antes de ser publicado. Uma parte delas foi provavelmente introduzida pelo editor, Francisco Lage (amigo de Florbela e dramaturgo). A crítica reagiu positivamente aos novos versos da poetisa, com destaque para o "Século da Noite", que manifestou grande apreço pela obra recém-publicada. Também o público apreciou o livro – a tiragem (duzentos exemplares custeados por João Maria Espanca ) esgotou-se rapidamente. Florbela expõe no Livro de Soror Saudade o sentimento vivo do amor e da paixão, pelo qual se entrega totalmente, e que fá-la despertar para a vida. Opta, portanto, por dar menos ênfase à temática da saudade antes abordada. Por outro lado, Florbela reforça a importância do motivo do beijo na sua poesia, embora este livro, bem como o nome que lhe serve de título, "Soror Saudade" representem uma fuga ao prazer. "Ainda influenciado por uma tendência saudosista, o livro acusa igualmente a presença do romantismo de fim de século, acompanhado por um crescendo na abordagem erótica, destacando-se nele os sonetos «Maria das Quimeras» (de tom biográfico), «Hora que Passa», «Princesa Desalento» e (…) o poema que lhe empresta o título, «Soror Saudade», um epíteto criado por Américo Durão."

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (17)Ver mais
    Bruna Alcântara picture
    Bruna Alcântara24/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Refugia-te na arte

    O Que Alguém Disse "Refugia-te na Arte" diz-me Alguém "Eleva-te num vóo espiritual, Esquece o teu amor, ri do teu mal, Olhando-te a ti própria com desdém. Só é grande e perfeito o que nos vem Do que em nós é Divino e imortal! Cega de luz e tonta de ideal Busca em ti a Verdade e em mais ninguém!" No poente doirado como a chama Estas palavras morrem... E n'Aquele Que é triste, como eu, fico a pensar... O poente tem alma: sente e ama! E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele, Eu fico olhando o sol, a soluçar... - Florbela Espanca

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 313
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Florbela Espanca profile picture

    Florbela Espanca

    Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum. Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam. Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa. Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos. Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos. O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada. Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade. Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois. Em junho de 1919 sai o Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923. Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes. Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto. Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto. No mesmo ano Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido. Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar. Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”. FONTES: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/projtelecolab/tintalusa/ numerodois/tl3.html http://purl.pt/272/2/index.html http://www.torre.xrs.net/ Coleção “A Obra Prima de Cada Autor” – Editora Martin Claret

    72 Livros
    605 Seguidores
    Alentejo, Portugal

    Florbela Espanca