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    O americano tranquilo (Grandes Sucessos) -

    Graham Greene

    Abril
    1981
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    334 avaliações
    Leram519Lendo7Querem478Relendo2Abandonos20Resenhas21
    Favoritos11Desejados478Avaliaram334

    Poucos escritores conseguem a proeza de se tornar populares fazendo literatura de altíssima qualidade. Um caso raro é o inglês Graham Greene, autor de livros já clássicos na prosa do século XX, como O poder e a glória, O cerne da questão e este "O Americano Tranqüilo". O motivo é simples: Greene lança mão de tramas detetivescas e intrigas de espionagem internacional, mas injeta nesse gênero associado à literatura de entretenimento – o romance policial – uma dimensão profunda, que expõe questões sobre inocência e culpa, pecado e expiação, desejo e renúncia. A dimensão espiritual ou metafísica de sua literatura foi muitas vezes atribuída ao fato de o escritor ter se convertido ao catolicismo em 1926. Greene, entretanto, sempre rejeitou o epíteto de “romancista católico”, empregado pela crítica como se ele fosse um religioso buscando temas literários adequados a sua crença. Ao contrário, o autor de Os farsantes e O condenado (ambos publicados pela Editora Globo) foi um escritor no sentido forte do termo, que procurou estar em contato com as paixões humanas naquelas situações extremas nas quais o crime e a santidade se aproximam. No caso de "O Americano Tranqüilo", torna-se clara a confluência, característica de sua obra, entre enredo detetivesco, pano de fundo marcado pela conjuntura política e personagens que, envolvidas em dramas de consciência moral, são assombrados pelo fantasma do crime, essa forma radical de exorcizar os desejos. A ação do livro é ambientada durante a Guerra da Indochina (1946-1954), na qual se enfrentaram a França (que tentava reconquistar um controle sobre o país asiático perdido durante a Segunda Guerra Mundial) e os guerrilheiros comunistas de Ho Chi Minh. O conflito é seguido de perto pelos correspondentes de guerra, dentre os quais Thomas Fowler, veterano jornalista inglês que divide o tempo ocioso entre as casas de ópio de Saigon e a amante vietnamita Phuong.

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    Francisco  picture
    Francisco 04/04/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sátira ao Americano Tranquilo

    Já havia lido um outro livro do autor antes, "Nosso Homem em Havana" e gostei bastante desse último. Ler Greene, um dos grandes nomes da literatura moderna e clássica que foi injustiçado por nunca ter recebido um Nobel de Literatura assim como Jorge Luis Borges e Tolstoi. Nessa sátira à forma dos americanos lidarem com a política externa, conhecemos Thomas Fowler, um correspondente de um jornal britânico instalado no Vietna sob a finalidade de cobrir os detalhes da Guerra da Indochina (1946-1954). Enquanto cobre os detalhes da batalha do povo do Vietna, Laos e Camboja contra os franceses pela independência, conhece a jovem Phuong, por quem se apaixona perdidamente apesar de ser casado. Nesse contexto, conhece o jovem Alden Pyle, o suposto membro de uma delegação americana. Esse último também se apaixona por Phuong e todos esses personagens passam a viver em uma espécie de triângulo amoroso. O livro é repleto de toques humorísticos, principalmente no que concerne à ingenuidade de Pyle, o intitulado "Americano Tranquilo", um homem de espírito infantil e ingênuo. Greene enquanto cidadão britânico não poupou esforços para satirizar os cidadãos estadunidenses. Portanto, é um excelente livro e que recomendo sem hesitação alguma.

    26 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 334
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas1%
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    Graham Greene

    Henry Graham Greene nasceu na Inglaterra, em 1904. Aos 13 anos, vai para um colégio interno; solitário e humilhado pelos colegas, tenta o suicídio várias vezes. É então mandado para Londres, onde faz tratamento psiquiátrico por seis meses. Seu analista o encoraja a escrever e o introduz no seu círculo literário. Em 1925, publica seu primeiro livro, de poesia. Estuda em Oxford e, em 1926, converte-se ao catolicismo por influência de sua namorada, Vivien, com quem se casaria no ano seguinte. Entre 1926 e 1930, trabalha como editor no jornal The Times, de Londres. Seu primeiro romance, O Homem Interior, é de 1929. No mesmo ano, deixa o The Times e passa a atuar como crítico literário e de cinema no Espectator, onde fica até 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalha para o governo inglês nos ministérios da Informação e do Exterior -e também como agente secreto. Nas décadas seguintes, continuaria a escrever ficção e exercer o jornalismo. Morre em Vevey, na Suíça, em 1991. Greene é um dos escritores ingleses mais lidos do século 20. Publicou mais de 60 livros, entre romances, contos, peças de teatro, relatos de viagem, ensaios, roteiros de cinema e biografias. Teve muitos de seus livros adaptados para o cinema, como Expresso do Oriente (1932) e O Terceiro Homem (1949). Entre outros livros de renome mundial, ele é o autor de O Poder e a Glória (1940), O Americano Tranqüilo (1955) e O Cônsul Honorário (1973), sem falar em Nosso Homem em Havana (1958).

    85 Livros
    90 Seguidores

    Graham Greene