Um livro escrito para jovens, mas que deve ser lido por todos aqueles que desejam conhecer a luta pela terra em toda a história da humanidade: desde quando a terra era de todos até sua apropriação privada. Uma obra fundamental para se entender a estrutura agrária brasileira, as políticas públicas elaboradas e o surgimento dos diversos movimentos camponeses, entre messiânicos, espontâneos e organizados. A trajetória do MST é contada de modo didático, seguindo sua construção histórica, delineando suas linhas políticas, seu modo de fazer as lutas, seu jeito de se organizar, seus desafios e suas conquistas. Selecionado pela Fundação Biblioteca Nacional - programa Livro Aberto. Livro Adotado em Cursos de História.
A História da Luta pela Terra e o MST -
Mitsue Morissawa
Edições (1)
Ver maisA luta pela terra e o MST é um livro imprescindível para os que desejam conhecer a história desse movimento social que luta por um direito funadamental e constitucional: a moradia. É dividido em quatro partes, a saber: -Mundo: essa primeira parte constata um panorâma histórico que levou a atual situação de grande parte da população camponesa. Analisa a gênese do capitalismo e suas relações de propriedade, que culminaram nas circunstâncias de expropriação a que estamos submetidos a muitos séculos. Também relata algumas lutas camponesas da antiguidade (Espartacus, por exemplo), quando as relçoes de produção ainda não estavam bem definidas, mas a luta de classes já havia se instaurado. - Em terras brasileira: este capítulo foca na conjuntura nacional, analisando as revoltas populares nos sistemas políticos que o Brasil viveu: a colônia, o império e república. Todos com a mesma característica de dominação da classe econômica e política do latifúndio, relegando a população desterrada à miséria. - MST: história e pespectivas: a partir deste capítulo, o MST se transforma em objeto central de pesquisa do livro. Aqui, é estudado a situação de alguns estados nas décadas anteriores a formação do movimento, a importância das ligas camponesas do nordeste, com a atuação do líder camponês Francisco Julião, e a intensa repressão da ditadura militar aos movimentos que lutavam contra a hegemonia das elites políticas e econômicas. Além de explicitar os primeiros passos da organização e seus objetivos: a conscientização das massas, passando por educação e dignidade através do trabalho e o cambate as discriminações, a ocupação de terras improdutivas, ou via assentamentos, ou acampamentos, e a construção, junto com outros movimentos similares, como a CPT, de uma sociedade justa e igualitária. - A luta continua: o movimento é um dos mais respeitados fora do Brasil e atua em diversas vertentes. Várias ocupações foram realizadas, ora reprimidas violentamente, como no caso de Eldorado dos Carajás, quando 21 camponeses foram aassassinados com a atuação da Polícia Militar e a anuência do Governo do estado do Pará, ora com sucesso e o estabelecimento de assentamentos e a posterior desapropriação das terras e entrega aos camponeses. A partir dos assentamentos, deversas formas de expressar o viés do movimento são organizadas, como o Setor Nacional de Educação, a organização das cooperativas e agroindústrias, a formação do Setor de Meio ambiente, a inclusão das crianças no processo de transformação social e a luta pela libertação da mulher e igualdade de gênero, raça, religião.
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