Caçadores de Duna definitivamente é um dos livros que você precisa estar inteiramente preparado para não associar a escrita do Frank com a do seu filho (Mesmo sendo quase impossível) para não bloquear os caminhos que Brian e Kevin J. Anderson seguem de acordo com as anotações deixadas por Frank para a jornada final de Duna.
Tendo em vista que ninguém chegará perto da forma de escrita do criador de Duna, você já começa a leitura despretensiosamente (Acima do possível) em saber os caminhos finais desta enorme e belíssima saga.
Por três anos, a não-nave (chamada Ithaca por seus passageiros) esteve em um universo alternativo, carregando os gholas de Duncan Idaho e o famoso comandante militar Miles Teg, bem como a Bene Gesserit Sheeana, que tem o poder misterioso de controlar vermes da areia.
Com essa premissa vemos uma jornada que levanta pontos de vistas rápidos e que movem a história para o seu plot em uma velocidade que talvez fizesse Frank surtar com tamanha rapidez, porém, de certa forma é funcional. Algumas pessoas acham a leitura cansativa pelo o simples fato de informações serem jogadas na sua cara direto, porém eu até que por estar muito sedento por informações acabo tolerando a escrita do Brian apresenta.
O caminho para a última e talvez desesperada chance de vitória demonstra um pouco de correria que até o momento eu estou gostando, porém, em algum momento vai cansar se continuar neste ritmo frenético. Alguns personagens extremamente importantes nas outras histórias (Principalmente na primeira trilogia) retornam para este enlace combativo perigoso.
Em determinados momentos a rapidez que Brian começa um capitulo e na mesma velocidade termina me incomoda. Perde a característica de um ponto importante a ser desenvolvido e transparece que é mais uma tentativa de engordar o livro com detalhes pitorescos que nem chegam a ser tão detalhistas dado que quando você cria empatia com o que o capitulo quer introduzir, ele o conclui abruptamente.
Grande parte desta história, talvez, o problema de todo o escopo deste livro não seja nem de fato a trama e todas as liberdades narrativas para trazer certos personagens de volta a vida, mas sim, assim como várias críticas que eu li, é que Brian e Kevin não se divertiram escrevendo este livro. É notório que tinham um dos universos mais complexos da história da literatura, entretanto não se divertiram escrevendo este penúltimo livro.
Como disse, tentei levar o máximo possível a ideia de que comparações com a escrita do Frank e eu consegui, comecei a ler a história extremamente com o coração aberto, entretanto a escrita é preguiçosa, possuí conclusões abruptas em momentos que poderiam explorar mais do cenário que o capitulo se encontra e com isso ele vai caminhando, caminhando e caminhando novamente e você sente apenas exaustão pois chega a algum lugar, mas é artificial. Tão artificial quando Duna em Chapterhouse.
Em determinados momentos é difícil acreditar de fato que foram encontradas anotações de escopo do fim de Duna e ao ler imaginar que Frank levaria a história para esse caminho. Na verdade, eu só sinto as inspirações de fato das ideias de Frank nas frases de início de capítulos.
Quando eu fui instigado totalmente a ler DUNA em 2018 o que me deixou extremamente apaixonado pela a trama foi a complexidade e paixão que o Frank apresenta para o universo visionário que ele idealizou. Personagens complexos e capítulos mais complexos ainda.
Neste livro não tem nada de complexo. É apenas uma corrida louca de um script de ideias que dois escritores medianos não deixaram outras pessoas organizarem a complexidade do que possivelmente foi encontrado (Sério, eu ainda acho difícil engolir o gancho final deste livro) principalmente com o que foi apresentado.
Caçadores de Duna é um livro que continua a jornada de um dos maiores escritores da história, porém que não possui paixão nas suas letras, nem complexidade e muito menos alma. É um script exaustivo e cru de qualquer emoção.