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    Sonho de Uma Noite de Verão -

    William Shakespeare

    Global
    2004
    79 páginas
    2h 38m
    ISBN-10: 8526009281
    Português Brasileiro
    3.9
    26165 avaliações
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    Em Sonho de uma Noite de Verão, William Shakespeare, um dos mais importantes dramaturgos de todos os tempos, mistura nobres, artesões, fadas, elfos, duendes, musas, deuses e o resultado é uma história de amor com muita magia e diversão. Esta publicação conta com o trabalho do escritor Walcyr Carrasco: “Traduzir e adaptar Sonho de Uma Noite de Verão foi um grande prazer. É uma comédia engraçadíssima, que fala da mitologia, e também do próprio teatro. Pois há uma peça dentro da peça. É a história de Píramo e Tisbe representada por um grupo de rústicos artesões. (...) Os nobres e os seres do mundo das fadas falam de seus sentimentos com sensibilidade e poesia”. Muita ação, encontros, desencontros, paixões, brigas, reconciliações, numa história romântica que acontece em uma floresta próxima de Atenas, porém poderia acontecer em qualquer lugar e em qualquer época.

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    Clio picture
    Clio08/04/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Outra obra que me faz pensar que Shakespeare escrevia tudo bêbado, no mínimo. Sonho de uma Noite de Verão é uma das comédias românticas mais populares do bardo, tanto por seu ambiente irreal quanto pelos versos. Mas, o que deve se manter em mente ao lê-lo é que o autor era patrocinado pela corte real inglesa, a mesma que ele se esforçava em agradar ao mesmo tempo que escondia sua zombaria. Há várias subtramas que compõe o fio narrativo dessa peça, temos a principal com o casamento de Teseu e Hipólita, o drama entre o quadrângulo Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena, a representação dos artesão e as duas cortes de Titânia e Oberon. Como, então, criticar a própria mecena sem ser acusado de traição? Transformando toda a sua crítica em uma grande piada mitológica. Criticar a guerra velada pelo matrimônio da Rainha Elizabeth? Vamos colocar Titânia e Oberon separados. Apontar a homossexualidade e pedofilia rompante nas monarquias inglesas e francesas? Vamos colocar uma criança indiana como objeto de disputa. Que tal zombar da incipiente burguesia europeia que se atirava em busca das regalias reais? Esse é o papel da trupe de artesãos. Claro, essa é uma forma extremamente irônica de analisar essa peça... mas, não consigo ver de outra forma um trabalho em que a única parte verdadeiramente romântica acontece no que seria a quebra da quarta parede com a peça-sobre-peça de Piramo e Tisbe, e uma rainha se apaixonando por um homem com cabeça de burro. Recomendo.

    270 curtidas

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