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    Comentário ao Gênesis (Patrística #21) -

    Santo Agostinho

    Paulus
    2005
    664 páginas
    22h 8m
    ISBN-10: 8534922640
    Português Brasileiro
    4.4
    5 avaliações
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    Nos primeiros anos após a conversão e o batismo (386-391), Santo Agostinho retira-se do mundo com seus amigos e realiza uma profunda revisão de vida e de pensamento, tendo agora como referencial a tradição recebida de Ambrósio e as Escrituras. Uma de suas preocupações é dar resposta às acusações dos maniqueus contra o caráter revelado das Escrituras judaicas. Surge então seu primeiro comentário aos primeiros capítulos do Gênesis. De caráter apologético e alegorizante, Sobre o Gênesis, contra os maniqueus é destinado a oferecer subsídios para o confronto com a interpretações de tendência maniqueísta visa sobretudo a defender a bondade inerente à Criação e à Providência divina.

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    Filino Carvalho Neto19/05/2025Resenhou um livro
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    Grande comentário sobre os seis dias e outros temas filosófico-teológicos

    A edição é formada por três textos, todos eles trazendo uma interpretação sobre o "Gênesis". Da maneira como foram reunidos nesse volume da "Patrística", não estão dispostos em ordem cronológica; em verdade, o escrito mais recente (e completo) de Agostinho vem logo no início dessa edição, composto por 12 livros. O texto seguinte, contra os Maniqueus, foi o primeiro escrito dessa natureza, de acordo com a explicação que nos é dada na Introdução - e é recomendável começar por ele: mais palatável e deixa o leitor adaptado ao modo agostiniano de abordar a questão. O texto que encerra o volume, um comentário inacabado, foi escrito num período entre os dois primeiros - e aqui, o estilo é mais árido. Agostinho se detém sobre a criação e o que aconteceu nos 6 dias, interpretando os acontecimentos. As passagens bíblicas a esse respeito são enfocadas de modo até mesmo um pouco monótono (o que não deixa de ser surpreendente, em se tratando de Agostinho). O escrito composto por 12 livros também traz a mesma atenção dedicada aos 6 dias (e no mesmo estilo que pode cansar um pouco o leitor). Mas apresenta, também, riquíssimos e cativantes comentários acerca do homem e da mulher; da tentação que esta sofreu; a serpente e o diabo... enfim, são várias as apreciações dessa natureza. O livro 12 traz considerações importantes acerca do conhecimento sob a ótica agostiniana, bem como sobre a visão (corporal, espiritual e intelectual). Aqui, de maneira didática o bispo de Hipona expõe suas ideias a esse respeito. É um volume que traz importantes textos do bispo de Hipona, sobretudo no que se refere à teologia. E em várias passagens, vislumbram-se também elementos filosóficos.

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    Aurelius Augustinus

    Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona, conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica. É uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo, mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes. Agostinho foi um autor prolífico em muitos géneros — tratados filosóficos, teológicos, comentários de escritos da Bíblia, além de sermões e cartas.

    73 Livros
    304 Seguidores
    Província da África, Império Romano

    Aurelius Augustinus