Descobri “O Aprendizado de Pequena Árvore” no domingo. Dois dias depois, acabei o livro. Entrou para minha seleta lista de livros maravilhosos.
O livro conta a história de um garoto chamado Pequena Árvore, descendente de índios Cherokees. Após a morte de seus pais, vai viver com seus avós. Aí começa sua jornada de aprendizado. E aí começa o aprendizado do leitor. A verdade é que o livro é um verdadeiro baú de lições de vida, esquecido no fundo do porão pela maioria das pessoas.
A obra é destinada principalmente ao público infantil, porém o público adulto pode aproveitar muitos elementos presentes.
A narrativa é feita por Pequena Árvore. Decorre disso um vocabulário fácil, com frases curtas. A leitura flui bem. Decorre também a visão de um garoto de eventos mais ou menos cômicos ou trágicos. Permite-nos lembrar de nossa própria inocência quando fomos crianças e de como o mundo era um lugar misterioso.
O elemento cômico é quase que onipresente, com descrições divertidíssimas. O humor é simples, quase pastelão às vezes, mas isso só ajuda a reforçar a atmosfera leve do livro.
Porém o mais importante é o conjunto de lições de vida: valor do trabalho, respeito ao próximo e à natureza, entre outras lições importantíssimas que quase ninguém aplica hoje em dia. Ensina também a importância das pequenas coisas da vida: apreciar a natureza, um nascer do sol, as caminhadas ou ainda o fato de gastar energia para equilibrar a mente e o espírito. Todos os pais deveriam ler esse livro para seus filhos, sempre tentando aprender ao mesmo tempo.
A única dificuldade advém do pano de fundo do livro. A história acontece nos Estados Unidos durante a década de 30. Um mínimo de cultura geral sobre esse contexto é necessário para compreender completamente o livro.
É uma obra fantástica, para ler, reler e recomendar. Afinal, Vovô já dizia que tudo o que é bom deve ser repartido, para que seja bom para todos.