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    Ana Neri - A brasileira que venceu a guerra

    José Louzeiro

    Mondrian
    2002
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-10: 8588615037
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
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    Se me fosse permitido resumir em poucas palavras esta obra de José Louzeiro, o 45º de sua brilhante carreira literária, diria que é a maior homenagem já recebida pela enfermagem. Por si mesma rica em significado humanitário e patriótico, a história da maior heroína brasileira de todos os tempos ganha mais realce no denso conteúdo e na narrativa viva e trepidante - quase cinematográfica - do festejado escritor, cujo talento tem lhe garantido presença marcante e constante na literatura, com incursões vitoriosas pelo cinema e pelo teatro. Assim como a personagem sempre fez jus a lugar de destaque na galeria dos grandes brasileiros, o autor faz honra à personagem por sua carreira intelectual e pela forma especialmente feliz como consegue retratá-la neste trabalho - trecho extraído da quarta capa do livro, escrita por Gilberto Linhares.

    Resenhas (1)Ver mais
    Adeneri Nogueira de Borba picture
    Adeneri Nogueira de Borba26/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma mulher a se inspirar

    Mês de março é consagrado as mulheres, por isso decidi procurar algumas obras literarias que falassem de nossas antecessoras. Cheguei em Ana Neri por meio de um artigo. Descobri que existia um livro, mas encontra-lo foi um desafio. Achei num sebo virtual, edição de 2002, pois não houve mais tiragem. Uma pena! Porque José Louzeiro, seu autor é um grande jornalista, roteirista escritor de muitos outros livros. Escrever sobre Ana, essa mulher incrível a se espelhar, pelo seu amor, por sua força, determinação e empatia, foi sua forma de homenageá-la. Nessa obra literária em questão, rica de significado patriótico e humanitário, Louzeiro conta sua trajetória numa narrativa de conteúdo denso, emocionante, fluido, de um período histórico trágico da nossa história, que foi a guerra do Paraguai. Ana fica viúva muito jovem e com três filhos. Seu marido era capitão de fragata da marinha. Ela criou os filhos com a ajuda de seus pais. Eles crescem e se tornam o cadete Pedro Antônio Néri e os médicos Isidoro Antônio Néri Filho e Justiniano de Castro Rebelo. Em 1865, o Brasil integrou a Tríplice Aliança, que lutou na Guerra do Paraguai e os filhos de Ana foram convocados para lutar no campo de batalha. Sensibilizada com a dor da separação dos filhos, Ana escreveu uma carta ao presidente da província oferecendo seus serviços de enfermeira para cuidar dos feridos de Guerra, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito. Logo em seguida Ela partiu de Salvador em direção ao Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Aos 51 anos foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários. Os trabalhos de Ana começaram nos hospitais de Corrientes, onde havia nessa época, cerca de seis mil soldados internados e algumas poucas freiras vicentinas realizando os trabalhos de enfermagem. Mais tarde, ajudou os feridos em hospitais de Salto, Humaitá e Assunção. Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, nossa heroína chamou a atenção, por sua dedicação ao seu trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou. Utilizou muitas vezes seus próprios recursos, montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. Ali, Ana em toda sua tristeza descobriu que havia perdido um filho para a guerra. Ana Néri faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de maio e foi considerada à primeira enfermeira brasileira. Por isso, O dia do enfermeiro é comemorado em 20 de maio.

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    José de Jesus Louzeiro

    José de Jesus Louzeiro nasceu em São Luís, MA, em 1932. Iniciou suas atividades jornalísticas aos 16 anos, no jornal O Imparcial. Transferindo-se para o Rio, em 1954, trabalhou em jornais e revistas como repórter. É autor de mais de 40 livros, quatro novelas de televisão e participou, como roteirista, de mais de dez longas-metragens. Os livros mais conhecidos de José Louzeiro são: Infância dos Mortos, argumento do filme Pixote; Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (título homônimo no cinema); Aracelli, Meu Amor; Em Carne Viva, lembrando o drama de Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, sob tortura, na década de 1960. E os infanto-juvenis: A Gang do Beijo, Praça das Dores (em homenagem aos meninos assassinados na Candelária, em 1993), A Hora do Morcego (Ritinha Temporal) e Gugu Mania. Foto e biografia: http://www.globaleditora.com.br

    51 Livros
    11 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    José de Jesus Louzeiro