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    Francis Bacon - Lógica da Sensação

    Gilles Deleuze

    Zahar
    2007
    183 páginas
    6h 6m
    ISBN-13: 9788537800256
    Português Brasileiro
    4.5
    31 avaliações
    Leram71Lendo3Querem78Relendo1Abandonos2Resenhas1
    Favoritos6Desejados78Avaliaram31

    Um livro filosófico sobre um dos maiores pintores contemporâneos. Deleuze analisa a obra de Bacon, não apenas por considerá-lo um grande artista plástico, mas, por encontrar no pintor irlandês um exercício do pensamento que pretende neutralizar a narração, a ilustração, a figuração. • Situa Bacon na história da pintura, privilegiando Cézanne como o pintor de quem mais se aproxima pela importância que a sensação tem em suas obras. • Apresenta sua originalidade em relação à pintura abstrata de Mondrian e Kandinsky e ao expressionismo abstrato de Pollock. • Estabelece uma aliança entre Bacon e literatos como Kafka, Artaud, Beckett ... "A singularidade de Bacon ... é apresentar uma figura não figurativa, desfigurada, deformada por forças invisíveis que vêm de fora. ... Deleuze chama a atenção para o fato de ele ser um pintor da força, da intensidade, ou para a preeminência existente em sua obra da força sobre a forma." Roberto Machado - Departamento de Filosofia, UFRJ

    Resenhas (1)Ver mais
    Romeu Felix picture
    Romeu Felix04/03/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fiz o fichamento sobre esta obra, a quem interessar:

    “Francis Bacon: Lógica da Sensação” é um livro do filósofo francês Gilles Deleuze que se dedica a fazer uma análise da obra do pintor britânico Francis Bacon. Deleuze não se limita a comentar as pinturas de Bacon, mas busca entender sua relação com o mundo, a arte e a filosofia. Para isso, o autor se vale de conceitos como o caos, o devir e a afirmação da vida. Deleuze argumenta que a obra de Bacon é uma forma de fazer emergir o caos, de desafiar a ordem e a harmonia que a sociedade impõe. As figuras que aparecem em suas pinturas são distorcidas e violentas, criando uma sensação de angústia e desconforto no espectador. Mas, ao mesmo tempo, essa violência é uma forma de resistência à opressão e à uniformidade. O autor também destaca a importância do corpo na obra de Bacon, que é retratado de maneira visceral e abjeta. Para Deleuze, o corpo é um lugar de intensidades e afetos, e a pintura de Bacon é capaz de transmitir essas sensações de forma intensa e direta. Além disso, Deleuze faz uma reflexão sobre a filosofia e sua relação com a arte. Ele argumenta que a filosofia não pode se limitar a ser um discurso teórico, mas deve ser capaz de se relacionar com o mundo e com as experiências sensíveis. A arte, nesse sentido, é uma forma de pensar e de criar conceitos, que não se limitam ao discurso verbal, mas que são expressos em imagens e sensações. Por fim, Deleuze destaca a importância da afirmação da vida na obra de Bacon. Mesmo diante do caos e da violência, a pintura de Bacon é uma forma de celebrar a vida e suas potencialidades. A afirmação da vida é uma forma de resistência à morte e à opressão, e é o que dá sentido à obra de Bacon. Conclusão: “Francis Bacon: Lógica da Sensação” é um livro instigante e provocativo, que propõe uma reflexão sobre a arte, a filosofia e a vida. Deleuze se vale da obra de Bacon para criar novos conceitos e para propor uma forma de pensar que não se limita ao discurso teórico. A importância da afirmação da vida e da resistência à opressão são temas recorrentes na obra de Deleuze, e que ganham um novo sentido na análise da obra de Bacon. Para quem se interessa por arte, filosofia e pensamento contemporâneo, esse livro é leitura obrigatória. Por: Romeu Felix Menin Junior.

    5 curtidas

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    4.5 / 31
    • 5 estrelas65%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze