É realmente difícil descrever um livro quando não se pode contar o motivo de todo o seu fascínio por ele. Dizer apenas "leia, você vai gostar" me deixa um pouco nervosa. Mas precisei resistir. Permaneci sem revelar o principal acontecimento da obra. Que, no caso de Pequena Abelha, me deixou paralisada por alguns dias. Ainda estou extasiada, chocada, emocionada e demasiada surpresa com o desenrolar da história. A incrível delicadeza com que nos é contada, a força das duas mulheres que nos é transmitida. Não sei quem me emociounou mais: Sarah ou Pequena Abelha. Talvez a última, por sua trajetória surpreendente, por sua persistência, por seu orgulho em aprender o "Inglês da Rainha", por sua maneira tão peculiar de ver a vida. Mas Sarah também é cativante. Forte, insistente, humana. Vidas destinadas a serem tão diferentes, entrelaçadas num piscar de olhos.
Impossível, também, se esquecer de Batman - o pequeno Charlie. Combatendo os bandidos no jardim de casa.
A obra é real demais. Quando você se dá conta, está chorando com Sarah, sentindo a dor de Pequena Abelha, sorrindo com Charlie.
Posso jurar que ainda consigo sentir o aroma pungente de Londres, que ainda consigo ouvir o som silencioso das ondas nigerianas.
Ah, Abelhinha... Se eu estivesse contando a sua história para as moças da minha aldeia, elas sequer acreditariam...