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    Luzia-Homem (Coleção Prestígio) -

    Domingos Olímpio

    Ediouro
    2003
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-10: 8500005591
    Português Brasileiro
    3.5
    1014 avaliações
    Leram2044Lendo43Querem530Relendo5Abandonos68Resenhas51
    Favoritos0Desejados530Avaliaram1014

    Romance da última fase do Naturalismo no Brasil. Seu autor não alcançou a consagração que obtiveram Aluísio Azevedo, Machado de Assis, Júlio Ribeiro e Raul Pompéia, mas o seu livro Luzia-Homem, que retrata o drama do retirante, é um desses que ocupam lugar na galeria do regionalismo nordestino. A heroína, não obstante o seu apelido lembrar-lhe qualidades masculinas, não deixa de ter a graça da feminilidade em meio à vida rude que leva, envolta nos lances de brutalidade e de choques dramáticos a que foi jogada.

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    Resenhas (51)Ver mais
    Trilha de livros picture
    Trilha de livros17/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Luzia... Mulher...

    Que livro... Que leitura... Depois da adaptação com a linguagem e a escrita quase que provinda de uma língua estrangeira, conseguimos enxergar Luzia. Que logo nos arrebata com sua força e coração. Em seguida nos apegamos também a Teresinha, que amiga... daquelas que são pra toda vida . Nunca senti tanta empatia com personagens de um livro. Acredito que era essa a intenção de Domingos Olímpio para que nas últimas páginas tivéssemos nosso coração perfurado e sangrado com tão desgostoso final.

    19 curtidas

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    3.5 / 1014
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    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas4%
    Domingos Olympio Braga Cavalcanti profile picture

    Domingos Olympio Braga Cavalcanti

    Domingos Olímpio Braga Cavalcanti nasceu na cidade de Sobral, no estado do Ceará, em 18 de Setembro de 1850 e veio a falecer no Rio de Janeiro, no dia 07 de Outubro de 1906, com 55 anos de idade. Era republicano e abolicionista convicto. Em 1873 forma-se em Direito pela Faculdade de Recife e retorna ao Ceará, onde foi promotor público. Em 1879 transfere-se para o Pará, onde se dedica à advocacia e ao jornalismo. Em 1891 muda-se para o Rio de Janeiro. Lá exerce atividades como jornalista, escrevendo em periódicos como “O Comércio”, “Jornal do Comércio”, “Correio do Povo”, “Gazeta de Notícias”, “Cidade do Rio” e “O País”. Publicou em “Os Anais” o romance “O Almirante” e “Uirapuru”, este último deixando incompleto.se entregando às mesmas ocupações. No ano seguinte, vai a Washington, EUA, como secretário da missão diplomática encarregada de resolver o litígio de fronteiras com a Argentina. Como literato teve sua importância devido aos seus romances e é patrono da Cadeira Nº 8 da Academia Cearense de Letras. Chegou a se candidatar para a Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado por Mário de Alencar, filho de José de Alencar. Foi apoiado apenas por Olavo Bilac. Além de muitos romances, escreveu também peças teatrais, muitas das quais nunca foram encenadas e ficaram registradas somente em literatura. Sua principal obra foi “Luzia-Homem”, 1903, um romance regionalista que retratava muito bem o cotidiano da cidade de Sobral (Ceará), lugar onde a história se passa. A obra marca a transição entre o regionalismo romântico e o regionalismo realista. Considerada um “clássico”, enquadra-se no “Ciclo das Secas” da Literatura Nordestina. A história se passa no ano de 1878 e tem este título devido à sua protagonista reunir qualidades físicas de homem e a beleza de uma mulher. A jovem chama a atenção pela sua soberba, e durante a historia sofre diversos preconceitos devido ao modo como vive e se comporta. Domingos Olímpio é considerado o precursor do romance moderno no Brasil, e reúne em sua obra alguns romances realistas de cunho regionalista. Produziu muito, entre romances e peças teatrais, porém teve a maior parte de suas obras publicadas após o seu falecimento.

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    Ceará, Brasil

    Domingos Olympio Braga Cavalcanti