Cayetano Brulé sempre foi um pé rapado que passou por poucas e boas antes de se tornar detetive particular. Sua situação financeira sempre foi a mesma se é que não piorou.
Ele nasceu em Cuba, foi pros Estados Unidos com a família e por causa de uma revolucionária foi pro Chile e por lá ficou.
Ao receber um telegrama de Placido Del Rosa solicitando que ele se deslocasse ate Cuba, com todas as despesas pagas.
Ao chegar em Cuba ele finalmente encontra Placido, um cantor de boleros que após encontrar 1 milhão de dólares em sua mala, passou a fugir e viver escondido após uma tentativa de assassinato e justamente por isso ele contratou Cayetano. Ele deseja que o detetive descubra quem são os donos do dinheiro e, se for alguma instituição de caridade/filantrópica, ele ficará mais que feliz em devolver o valor, mas se o dinheiro pertencer a organizações ilícitas ele pretende continuar usufruindo do valor.
Mesmo sabendo que encontrar o proprietário da quantia seja uma missão complicada, o detetive está disposto a aceitar a tarefa, afinal, toda a viagem e eventuais despesas estão sendo pagas pelo contratante.
Desde o começo fica claro que o dinheiro pertence a algum tipo de máfia e os donos são revelados logo de cara. Ao decorrer da história parece que os personagens andam em círculos e Placido só foi descoberto porque foi traído pelo bolero, ou seja, um cantor vaidoso como ele, não resistiria ficar tanto tempo longe dos palcos e justamente por isso, acabou sendo encontrado.
Achei que faltou um pouco de ação e mais mistério no livro. A história se desenvolveu de forma monótona e o que salvou, foi o final, que teve uma grande revelação, que foi apenas suficiente para salvar o livro de duas estrelas.
Outro ponto é que é sempre importante encarar um livro de ficção com ceticismo, mas sinceramente acho que o autor do livro exagerou um pouco. Nunca estive em Cuba, porém o autor descreve as mulheres de lá como objetos, algumas vulgares, muitas dispostas a se vender por promessas em vazias, desvalorizando-as completamente.
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http://www.psychobooks.com.br/2011/12/resenha-boleros-em-havana.html