Duas velhinhas - uma analfabeta e de boa formação e uma empregada negra e analfabeta - sobrevivem de esperança, mas levam uma vida de desencanto, numa solidão aparentemente compartilhada. Tudo, aliás, é desencanto, nesta peça profundamente humana e aparentemente sem fábula. O que existe nesta peça de Milson Henriques é a subversão ou a reescritura da fábula de D. Quixote e Sancho Pança. Curiosamente, Sancho Pança e D. Quixote acabam por confundir-se, quando seus próprios fantasmas se confundem, na ilusão confortadora da fé a que se agarram muito velhos, à visão da morte próxima. A patroa e a empregada, aqui, são apenas os lados pretensamente opostos de um mesmo EU trágico e sofredor. (José Augusto de Carvalho)
A Tímida Luz de Vela das Últimas Esperanças -
Milson Henriques
Gráfica A1
1999
76 páginas
2h 32m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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