Sinceramente: é impossível ler Soul Love e não parar para pensar, ou não se emocionar, nem que seja um pouco. Confesso que sou meio durona para essas coisas, faz uns seis anos desde que chorei lendo um livro, não choro com filmes, mas eu QUASE chorei com Soul Love, pude sentir algumas lágrimas se formando e acredite, para um livro fazer isso comigo, é preciso muito.
A autora foi maravilhosa ao abordar um tema difícil desses de uma forma simples, leve, apesar de ser um tema delicado. O melhor é a forma com que é contada a história, rápida, com capítulos curtos, flui rapidamente. Até poderia ser mais profunda, mas acho que está boa do jeito como foi escrita, muito sensível.
A história me lembrou Um Amor Para Recordar, do Nicholas Sparks, só que invertida: no caso, a garota que é meio rebelde, meio perdida, e foi ela que se meteu em uma confusão. E é um garoto que a faz mudar. Essa mudança é bonita de se ver, o amadurecimento perceptível. Jenna era uma adolescente com quem é fácil de se identificar em alguns pontos, a insegurança, a ingenuidade... e esses traços vão ficando para trás à medida que ela vai conhecendo Gabe e, com isso, tendo a chance de conhecer a si mesma.
Problemas com família, rebeldia inerente, atos inconseqüentes, vontade de ser aceito, amores errados... é ou não é a adolescência? Contada de uma forma leve e sensível, e adicionando a isso o segredo de Gabe. Me fez pensar sobre a forma como vemos a situação pela qual ele passa.
E o final? Não falo mais para não deixar escapar nada, mas é muito bonito.
Um livro que acrescenta algo à pessoa; não digo que mudará sua vida, mas leva, no mínimo, a pensar.
(E uma observação: a autora já disse em seu site que prepara uma seqüência... se sairá? Espero para ver!)