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    Redes sociais digitais - A cognição conectiva do Twitter

    Lucia Santaella

    Paulus
    2010
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788534932394
    Português Brasileiro
    4.1
    30 avaliações
    Leram75Lendo8Querem122Relendo0Abandonos6Resenhas1
    Favoritos1Desejados122Avaliaram30

    Compreender o conceito de redes é condição imprescindível para se dar conta das novas propriedades comunicacionais do Twitter. O inverso também é verdadeiro. A peculiaridade das características do Twitter traz atributos inesperados para se repensar a noção de redes. Assim, o que se tem aqui é um pequeno livro que pretende olhar de frente para algumas das questões magnas que as redes sociais estão trazendo à tona.

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    Tauana Weinberg Jeffman20/09/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Redes sociais digitais

    Se você estuda ou se interessa pelo Twitter e outras redes sociais, o livro da Lúcia Santaella e da Renata Lemos é uma ótima leitura. As autoras dedicam-se à explanação de conceitos como cibercultura, inteligência coletiva, redes sociais, processo cognitivo, mas focam-se nas análises do potencial do Twitter. Esta obra é um livro relativamente pequeno e com uma escrita fácil de compreender e boa de ler. A seguir, encontram-se algumas considerações acerca do livro: Santaella (et. al., 2010, p. 7), quando analisa a cognição conectiva do Twitter, utiliza as terminologias redes58 sociais digitais e redes sociais na internet (RSIs). Para a autora, as redes sociais na internet são plataformas-rebentos da Web 2.0, que inaugurou a era das redes colaborativas, tais como o wikipédias, blogs, podcast, o Youtube, o Second Life, o uso de tags (etiqueta) para compartilhamento e intercâmbio de arquivos como no Del.icio.us e de fotos como no Flicker e as RSIs, entre elas o Orkut, MySpace, Goowy, Hi5, Facebook, Twitter com sua agilidade para microbloging. Para Santaella (et. al., 2010, p. 48), essas redes são reais, discursivas, mas principalmente, são coletivas. São redes coletivas porque geram continuadamente e de forma renovada, a inteligência coletiva. Sendo que tal coletividade é “feita de novas heterogeneidades e de híbridos complexos entre a inteligência humana e artificial”. Ou seja, em tais redes nós compartilhamos “os ambientes como agentes coletivos procriados artificialmente”. As RSIs “colocam em ação uma heterogeneidade de entidades de que as conversas e trocas de indivíduos a indivíduos são apenas uma superfície visível”, diz Santaella (et. al., 2010, p. 48). Nota Santaella (et. al., 2010, p. 50), que o intuito maior das RSIs é “promover e exacerbar a comunicação, a troca de informação, o compartilhamento de vozes e discursos”, pois os maiores desejos humanos é se comunicar, é estar junto, é interagir. Todos os usuários já possuem algo em comum, mesmo sem se conhecerem, segundo Santaella (et. al., 2010, p. 51): “a vontade de se comunicar”. Santaella (et. al., 2010, p. 58) organiza as RSIs entre: Redes 1.0, Redes 2.0 e Redes 3.0. Para a autora, as Redes 1.0 são aquelas que possuem “coordenação em tempo real entre os usuários”, tais como o ICQ e o MSN. As Redes 2.0 são aquelas que possuem “entretenimento, contatos profissionais, marketing social, como por exemplo, o Orkut e o MySpace. Já as Redes 3.0 são redes que possuem aplicativos e mobilidade, como o Facebook e o Twitter. De acordo com Santaella (et. al., 2010, p. 58), tal evolução é uma gradual transformações de redes monomodais, para redes monomodais múltiplas até as redes multimodais. Percebemos que, apesar do título do livro de Santaella (et. al., 2010) ser Redes sociais digitais, a autora também utiliza algumas vezes a denominação “mídia social”. Santaella (et. al., 2010, p. 63) afirma que o Twitter é “uma mídia social particular”, é uma “mídia peculiar” (et. al., 2010, p. 76), “é uma mídia social de interação complexa” (et. al., 2010, p. 86), ao mesmo tempo em que também afirma que o “Twitter é uma rede social” (et. al., 2010, p. 107). Santaella (et. al., 2010, p. 67), sobre tal distinção, argumenta que o Twitter pode ser entendido como uma rede social, seguindo os preceitos de Recuero (2010), mas também pode ter um “encadeamento midiático com outros tipos de mídia”, na perspectiva de Primo (2008).

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    Maria Lucia Santaella Braga profile picture

    Maria Lucia Santaella Braga

    Lucia Santaella é professora titular da PUCSP com doutoramento em Teoria Literária na PUCSP em 1973 e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP em 1993. É Diretora do CIMID, Centro de Investigação em Mídias Digitais, da PUCSP e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos (Grupo de pesquisa cadastrado no CNPq). Coordenou o lado brasileiro do projeto de pesquisa Probral (BrasilAlemanha/Capes-DAAD, 2000–2003) sobre relações entre palavra e imagem nas mídias. Coordenou ainda três outros projetos de pesquisa coletiva de grande porte: “Imagens Técnicas: do mundo industrial-mecânico ao eletrônico-pós-industrial”, convênio PUC/SP-FINEP, 1989–1991; o projeto de pesquisa temático sobre “O Advento de Novas Tecnologias e Novas Gramáticas da Sonoridade”, financiado pela FAPESP, de 1992 a 1995; o projeto coletivo, modalidade multiusuários, “Produção e Difusão da Pesquisa Científica na Era Digital”, financiado pela FAPESP, 1999–2002. É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e Vice President da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, México, desde 2004. É membro correspondente brasileira da da Academia Argentina de Belas Artes, eleita em 2002. É membro do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianapolis, USA.

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    São Paulo, Brasil

    Maria Lucia Santaella Braga