A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (Coleção Marx & Engels) -

    Friedrich Engels

    Boitempo Editorial
    2008
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788575591048
    Português Brasileiro

    Escrita em 1845, essa obra não estava disponível para o público brasileiro havia muito tempo. A nova tradução foi inteiramente cotejada e supervisionada por José Paulo Netto, que assina também o texto de apresentação. A capa, como nos demais volumes da coleção, traz ilustração de Cássio Loredano. Reconhecido pela extrema originalidade, o texto produzido pelo jovem Engels abordou, pela primeira vez, a revolução industrial como elemento central para a compreensão do controle da produção de mercadorias realizado pelo capital, além de condicionar a solução da “questão social” à supressão do padrão societário representado pela propriedade privada dos meios de produção. De forma igualmente pioneira, o autor atribui aos trabalhadores urbano-industriais o status de classe, descrevendo a dinâmica criativa que coloca o proletariado na posição de sujeito revolucionário, capaz de promover a própria emancipação. O volume conta ainda com esclarecedoras notas do editor, índice onomástico, relação das obras do autor publicadas no Brasil e uma detalhada cronologia de Engels e Marx, ressaltando aspectos importantes de suas trajetórias e relacionando-os aos fatos históricos mais relevantes da época em que viveram. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra é o sétimo título da coleção Marx e Engels – na qual já foram publicadas obras como o Manifesto Comunista e A ideologia alemã. Esse clássico de Engels integra também a coleção Mundo do Trabalho, coordenada por Ricardo Antunes.

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    jhagmolina13/09/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um clássico para analisar passado, presente e futuro!!!

    Havia feito a leitura deste clássico de Engels em 2020, retomei sua leitura em 2022 para um curso de extensão Marx, Engels e suas fontes IV na UNB e nesta segunda leitura vi detalhes que me passaram despercebidos numa primeira leitura: a riqueza de detalhes descrita pelo autor na Manchester de 1844, a crise do capitalismo inicial na Inglaterra ligado às indústrias têxteis e o surgimento sofrido da classe assalariada, o proletariado. A previsão das crises de 5 a 5 anos na época, seguidos por recuperações e novas crises, alterando no curso da segunda metado do século XIX com crises tendendo a ocorrer a cada 10 anos, mas em ciclos de recuperação. Vale a leitura e releitura, um clássico do marxismo com este pioneirismo de Engels, um alemão a escrever tão bem da Inglaterra pós Revolução Industrial.

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