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    O nacional e o popular na cultura brasileira -

    Jean-Claude Bernardet

    Brasiliense
    1983
    266 páginas
    8h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    1 avaliação
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    Como fazer uma pesquisa para falar do nacional-popular sem repor a relação de autoridade? Primeiro, não definir a cultura nacional-popular; tomar esse caminho levaria, certamente, a cair na armadilha do próprio conceito. O nacional-popular é essa unidade que destrói as diferenças culturais e impedem a identificação do indivíduo à sua classe, raça e etnia. As pesquisas de Filosofia, Música, Literatura, Artes Plásticas, teatro, Cinema, Televisão, tão diversas quanto são as áreas da cultura e a formação de cada autor, partem de um solo comum; em vez de colaborar para a construção do conceito de cultura nacional-popular, os pesquisadores passam a limpo a própria história, pensando sobre a própria condição de ser intelectual num país de características tão peculiares quanto o nosso.

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    Jean-Claude Bernardet

    Nascido na Bélgica, de família francesa, Jean-Claude passou a infância em Paris, e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964. É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP. Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de São Paulo a convite de Paulo Emílio Salles Gomes. Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema novo, e especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967). Foi professor de roteiro no curso de cinema da Escola de Comunicações e Artes da USP. Um dos principais críticos de cinema do país, é autor de vários livros sobre cinema e de três romances. Foi coautor do roteiro de O caso dos irmãos Naves, com Luis Sergio Person, e Um céu de estrelas, com Roberto Moreira; produziu, com Fernando Bonassi, o roteiro de Através da janela, filme de Tata Amaral; atuou em diversos filmes, como em Filmefobia, de Kiko Goifman. Foi um dos criadores do curso de cinema da UnB, em Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA, até se aposentar em 2004. Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos 1990 dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).

    17 Livros
    11 Seguidores

    Jean-Claude Bernardet