Gil, o que houve com você? Para onde você vai? Os problemas o procuram ou você simplesmente os chamam. A estrada é contínua e Gil não pode parar. Interromper seus passos atrasam-no. Segue em frente meu caro Gil, meu amigo Gil, meu sofredor Gil. Não deixes de viver, mas viva. Viva para bem dizer, para fazer e não fazer nada. Procure Gil, procure por você, por aquilo e aquilo que você não perdeu, mas vai. Volte Gil. Não, não volte. Quer saber, volte sim. Mas vai e diga- me qualquer coisa gentil e amigável. Não, não sei e desconheço. Bom, conheço você. Mas desconheço sua estrada. Minha rua é normal, comum, perfeita e predileta. Voo por ela constantemente, mas não encaro a pé sua estrada lenta e cheia de sofrimento. Mas não há um ou o verdadeiro sofrimento aqui. Aqui jaz apenas a vida real. Gil, vá Gil. Mas não deixe de viver. Viva a vida e não deixe de vivê-la por um minuto sequer. Gil. Gil. Oi Gil...