“Instintos Cruéis” foi uma obra que me decepcionou bastante. O livro não me impressionou em absolutamente nada. E aqui, eis os pontos positivos e negativos que identifiquei ao longo da leitura.
A premissa de “Instintos Cruéis” é bastante interessante. Trazendo um tema sobrenatural aos jovens leitores através de uma adolescente compulsiva por fobias. A jovem não lida bem com a perda do padrasto e enfrenta o fato de sua mãe despachá-la para o Maine para morar com a avó – contra a sua vontade.
Carrie Jones nos apresenta criaturas como metamorfos e fadas. Na verdade, não são fadas como as que conhecemos. Aqui, ela os chama de pixies. Vamos entendê-los melhor:
- Os pixies possuem um Rei e este rei necessita de uma rainha. A cada década o rei sente necessidade de acoplar com a rainha, de forma que ele não enfraqueça e não perca o poder de seu reino. Pois, quando os pixies notam que seu rei não esta forte, eles podem se rebelar. E também, sem uma rainha, o rei necessita de sangue de jovens adolescentes – do sexo masculino – para se alimentar.
Basicamente, os pixies são quase como os vampiros. Digo isso porque se alimentam de sangue, não podem andar na luz do sol – há ocasiões em que podem – e não podem entrar em uma casa sem serem convidados.
- Os metamorfos são humanos capazes de tomar uma forma animal. Os pixies os temem. Pode-se dizer que estes fazem o papel de “guardiões” da humanidade, que protegem as pessoas dos pixies.
Falando um pouco sobre os personagens:
- Zara: é a protagonista e narradora do livro. Para algumas pessoas, esta será a típica mocinha que vai irritá-lo durante toda a leitura. A jovem dramatiza demais tudo a sua volta e isso pode se tornar maçante. Por perder seu padrasto – que era um verdadeiro pai para ela –, Zara vê seu mundo ruir e passa longas páginas lamentando e remoendo a perda. Além de tudo, sua inocência – para não dizer “falta de inteligência” – espanta o leitor. Coisas óbvias passam despercebidas por ela e também, Zara tem uma resistência grande em acreditar que o sobrenatural existe e esta atrás dela – por algum motivo.
Devo acrescentar que, Zara me lembrou muito a Bella Swan de “Crepúsculo”. Pois, ela se muda para uma cidade pequena e fria, ganha um carro assim que chega a cidade e escorrega na neve quando vai em direção ao carro em seu primeiro dia de aula.
- Nick: o típico garoto bonito que faz com que a protagonista de desmanche de amores. Este personagem não é digno de horror – por ser um clichê – alguns leitores poderão gostar do mocinho, que não é irritante e nem monótono. Nick possui um intenso instinto protetor, quase como se fosse um cão de guarda. Sempre ligado em tudo e atento a qualquer coisa errada. Ele imediatamente se aproxima de Zara e cria um afeto e carinho que mais a frente, poderá ser algo mais.
- Mãe da Zara: por algum motivo, ela decide que Zara deve passar um tempo com a avó, no Maine. Entretanto, ela esconde um grande segredo da filha, algo relacionado ao seu passado e ao passado de seu ex-marido (padrasto de Zara).
Existem outros personagens como Devyn, Betty, Issie, Ian e Megan. Mas, decidi me ater aos que são mais importantes.
A escrita de Carrie Jones é um pouco vaga. A construção de toda a história não é bem feita e tudo acontece extremamente rápido. Cenas em que deveríamos sentir pena ou terror, não nos fazem sentir nada justamente pela forma como a autora coloca tudo. Além de quê, algumas falas estão confusas por causa de um erro da editora, que decidiu colocas as falas entre aspas e não o tradicional travessão. Resumindo, existe aspas onde não tinha nenhuma fala. E como a narrativa é em primeira pessoa, imagine que confuso ficou.
Uma das coisas que iremos ver muito durante a leitura é palavras no diminutivo, tais como: fofinho, cachorrinho, pequenininho, lindinho e etc. Isso pode – e certamente – irá irritar alguns leitores. O uso excessivo do diminutivo torna toda a história ainda mais infantil do que ela realmente é.