Aos sessenta anos, Inês pára e descobre que nunca existiu. De uma família poderosa e influente, ela sempre vegetou submissa às convenções, aos usos e costumes. Como, aliás, todo o mundo conhece. Mas agora Inês vai recomeçar. Vai retomar a antiga paixão pela pintura. Vai recordar a infância e principalmente o dia em que roubaram seu diário secreto e o leram em voz alta. Só puxando o fio da lembrança ela conseguirá entender as desgraças da família, a juventude estancada, a repressão do regime militar. E a fronteira que separa o conformismo do compromisso social. A nova Inês surge para romper limites que nem ela mesma conhece.
