Trinta anos esta noite - 1964 - o que vi e vivi

    Paulo Francis

    Companhia das Letras
    1994
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8571643695
    Português Brasileiro

    "No 1º de abril de 1964, saí da Última Hora à tarde com Ricardinho Amaral, que fazia a coluna social, pilotando um Karmann-Ghia. Na Zona Sul, passavam conversíveis com jovens da jeunesse doré, de bandeira brasileira exposta, como fazem os torcedores de futebol com as bandeiras de seus clubes, e alguns reconheceram Ricardinho, acenando para ele, que riu, sem graça. Resolvi não ir para casa e sim para a de uma tia na rua Bulhões de Carvalho, a padroeira dos revisores. Meu irmão mais moço, Paulo Gustavo, estava armado, esperando a descida da favela..." – Paulo Francis

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    Daniel Moura02/07/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Acabei de ler o livro do Paulo Francis. 1964—, e como o Brasil mudou... menos no nordeste. Francis em meio a morte de Getulio, a derrubada de Jango, a renúncia de Jânio Quadros (que tinha um quadro do Abdel Nasser pendurado na parede) estava num Brasil sem inflação. Lia muito Leon Trótski, autor faltante nas grandes livrarias (pqseráhein?!!...). Francis amava Wagner (Tristão e Isolda) e dizia que o socialismo foi, antes de tudo, uma consequência do primitivismo dos meios de produção, uma revolta contra a crueldade com que os trabalhadores eram tratados para que produzissem bens e lucro para os investidores. Isso acabou como necessidade histórica, tal como a escravidão. Os gregos antigos, que tinham uma democracia oligárquica, sabiam que a escravidão era moralmente odiosa, mas necessária à civilização... La dolce vita...

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