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    Cuando fui mortal -

    Javier Marías

    Alfaguara
    1997
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-10: 8420428485
    Espanhol
    4
    7 avaliações
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    En los cuentos de Cuando fui mortal nos encontramos con personajes y situaciones de nuestra imaginación: un médico español que visita de noche las casas parisinas de mujeres casadas& un guardaespaldas que deseará la muerte del hombre a quien protege& o un fantasma que conoce cuanto ocurrió en su vida. Doce relatos escritos de forma magistral entre 1991 y 1995 y que van desde la crónica de costumbres contemporáneas a los cuentos de fantasmas.

    Resenhas (1)Ver mais
    Alexandre Kovacs picture
    Alexandre Kovacs13/01/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Javier Marías - Cuando Fui Mortal

    Editora Alfaguara España - 248 páginas - publicação original 1996 - traduzido no Brasil pela Editora Companhia das Letras em 2006. Antologia que reúne doze contos escritos entre 1991 e 1995, lançados originalmente em diversas revistas e suplementos literários de jornais da Espanha. Segundo esclarece o próprio Javier Marías na introdução, o fato dos contos terem sido "encomendados" em sua maioria, inclusive com limitações de extensão em função do tipo de publicação, não lhe roubou o prazer e o divertimento de escrevê-los. Apesar das diversas origens e motivações dos textos, percebemos uma tendência temática apontando para as novelas de mistério ou policiais de clima "noir' mas, deve-se ressaltar, com a narrativa sempre desenvolvida no estilo elegante e único de Marías que soube se adaptar muito bem aos requisitos de ritmo e tempo dos contos, tão diferentes da estrutura dos romances. O conto que empresta o título ao livro, Quando fui mortal, é narrado em primeira pessoa por um fantasma que revisita e analisa do além, onde o tempo não passa, a sua vida completa em detalhes, assim como os fatos que levaram ao seu assassinato. Como afirma o nosso triste protagonista e narrador, quase tudo se esquece na vida e de tudo lembramos na morte, inclusive daquilo que não tínhamos consciência na época. Com este gancho a trama ganha um imprevisível desfecho que surpreende o leitor, como deve ocorrer sempre em toda boa narrativa curta. Em No tempo indeciso, um daqueles poucos exemplos de sucesso na associação entre literatura e futebol, conhecemos um jogador húngaro de rara habilidade com a bola e com as mulheres que é contratado por um grande time espanhol. O título é uma referência a um momento mágico descrito por Javier Marías quando o craque, em um jogo importante, deixa todo o estádio em suspenso ao passar pelos zagueiros e goleiro e interromper o avanço com a bola já na linha divisória do gol, um segundo magistralmente descrito por Javier Marías. Este jogador abandonou uma noiva em seu passado que voltará para acompanhá-lo no declínio de sua carreira. No conto que poderia entrar para qualquer antologia da categoria policial, Sangue de lança, acompanhamos a investigação de um assassinato duplo com requintes de violência e crueldade que aparentemente não consegue ser solucionado pelas investigações da polícia. Porém, um amigo da vítima não se conforma com alguns detalhes incoerentes relacionados à cena do crime, como por exemplo, o fato do amigo homossexual ter sido encontrado morto na cama com uma mulher. A narrativa, apesar do tema violento, é conduzida com leveza bem-humorada pelo autor e o final é mais uma vez surpreendente.

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    Javier Marías Franco profile picture

    Javier Marías Franco

    Escritor, tradutor e editor espanhol. Nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1951 e faleceu em 11 de setembro de 2022 devido a uma pneumonia bilateral em decorrência da covid-19. Considerado o principal escritor espanhol da segunda metade do século XX e início do século XXI, ocupava a cadeira R da Real Academia Española (RAE) desde 2008. Formado em Filosofia e Letras, com especialização em Filologia Inglesa, pela Universidade Complutense de Madrid, foi professor de Literatura Espanhola e Teoria da Tradução na Universidade de Oxford (1983-1985), no Wellesley College de Massachusetts (1984) e na Universidade Complutense de Madrid (1986-1990). É autor de contos, ensaios, crônicas e 16 romances, entre eles "Coração tão branco" (1992), "Amanhã, na batalha, pensa em mim" (1994), "Seu rosto amanhã" (2002-2007), "Os enamoramentos" (2011), "Assim começa o mal" (2014), "Berta Isla" (2017) e "Tomás Nevinson" (2021). Era Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França.

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    Javier Marías Franco