Resenha pelo ponto de vista de quem não jogou. Se você é como eu, então comece daqui.
Assassin's Creed Renascença é a novelização do segundo jogo de uma série homônima que atualmente ganhou status de cult e que já ganhou uma versão cinematográfica. Mais do que o suficiente para fazer qualquer um tirar da estante e dar uma olhada na sinopse.
O livro conta a história de Ezio, um jovem florentino que é descendente da Ordem dos Assassinos; a Ordem dos Templários, vilã da série, é responsável pela tragédia que abate a família do rapaz e catalizadora de toda a aventura que se segue.
A história em si parece seguir o ritmo de um game, ou seja, extremamente rápida e com muitos acontecimentos se solapando.
Infelizmente, o autor não conseguiu segurar o rojão de manter a narrativa e a descrição equiparadas, então nos primeiros capítulos temos descrições absolutamente inúteis e mais pro fim do livro, elas praticamente desaparecem.
O diálogos em si são curtos e simples, realmente como os necessários para o script de um jogo, decepcionantes para o tipo de enredo e perfil do personagem - uma espécie de galante espadachim em busca de vingança - que exigia mais desenvoltura e presença de espírito.
O autor, embora se esforce para retratar a emoção dos personagens - fora o protagonista - não consegue desenvolver bem o resto do grupo e isso provoca uma perda imensa em grandes cenas de luta ou mesmo no clímax da história, já que a mesma é contada de forma intimista. Prepare-se para ver cenas passionais, mas que talvez por tudo isso, não te provoquem nenhuma emoção.
A dominação e terror de Savoranola sobre Florença, a ascensão e controle do Papa Alexandre Borgia, a disputa de guildas em Veneza são todos fatos relacionados tremendamente importantes para a trama, adicionando profundidade embora não exatamente exatidão histórica.
Enfim, é um livro interessante para quem nunca jogou. Pode não ser o suficiente para te fazer comprar o restante da série, mas vale pelo simples fato que saiu do clichê cavaleiros-otomanos.