A magnum opus de Maria José Dupré traz em paralelo a formação de São Paulo como o coração do Brasil e a desagregação de uma típica família paulistana. Ao mesmo tempo em que São Paulo ultrapassa os períodos de recessão e apogeu econômico acompanhados pela Revolução Constitucionalista, a família de Lola perde seu arrimo com a morte de Júlio. É a emancipação feminina que no Brasil nunca foi considerada pois nunca houve na história do país um período em que a mulher não trabalhasse, de forma que a grande virada não se dá com a personagem principal, mas com Isabel, sua filha que se envolve com um homem "separado"; o que pode parecer risível hoje, era acompanhado com escândalo até o fim da década de oitenta. A morte do primogênito que realizaria o sonho brasileiro de ter um "doutor" na família. O sumiço de um filho, o afastamento de outro pela escalada social. Dupré expõe a história que todos têm e nada permanece sem dor e sacrifício. Essa obra merece todos os láureos que recebeu. A escrita é relativamente simples e pode ser facilmente entendida por crianças na faixa dos dez. Recomendo a todos.
Éramos seis! -
Maria José Dupré (Sra. Leandro Dupré)
Brasiliense
1953
272 páginas
9h 4m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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