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    A Civilização Feudal - Do ano mil à colonização da América

    Jérôme Baschet

    Editora Globo
    2006
    578 páginas
    19h 16m
    ISBN-10: 8525041394
    Português Brasileiro
    4.4
    99 avaliações
    Leram180Lendo75Querem368Relendo2Abandonos11Resenhas4
    Favoritos27Desejados368Avaliaram99

    Do ponto de vista de quem vive no continente americano, a Idade Média parece distante, um tempo que supostamente teria passado longe do Novo Mundo. Nesta instigante síntese crítica, Jérôme Baschet nos desafia a rever essa visão tradicional. Se ela de fato representa um outro mundo, a Idade Média também está mais próxima do que costumamos pensar: ela se estendeu até o século XIX, e isso depois de ganhar a América via colonização, grande momento de uma lógica expansionista medieval, desencadeada quinhentos anos antes de Colombo.

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    Resenhas (4)Ver mais
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    Matheus Azeredo Prado14/12/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma Verdadeira Cosmovisão Historiográfica

    Dessa vez resolvi fazer algo diferente, dei o braço a torcer e li um livro de um autor que eu já sabia ser um esquerdista-moderado, e o resultado foi uma ótima leitura, mas ótima justamente porque ele não se dedicou a doutrinar ou reinterpretar a história, e sim a propôr ao problema atual da humanidade uma solução que olha para o passado, para a história, na busca de fundamentos civilizacionais, e ao fazer isso oferece ao mundo uma alternativa que não é nova, mas que pode ser renovada, que é o feudalismo tradicional ocidental. O resultado dessa abordagem é um dos melhores manuais de história medieval já escritos, que conecta o mundo medieval à América Colonial, e mostra como algumas estruturas políticas, religiosas e sociais podem se adaptar a diversos contextos. Ao assumir a perspectiva de pensamento do medieval, especificamente do feudal, Jérôme Baschet mostra que é possível oferecer alternativas para a crise atual da humanidade sem que precisemos recorrer a modismos, novidades, e tentativas de reinventar a roda, mostrando, como todo bom historiador, que encontramos na história os fundamentos da civilização, e que portanto é por meio de uma efetivação da história, e não desprezo por ela, que é possível edificar uma civilização, assumindo portanto uma perspectiva totalmente diferente tanto de “iluministas” quanto de “socialistas”, que vêem na história apenas uma sucessão de erros, Baschet nos apresenta uma história como fonte civilizatória e como algo eternamente atual e ativo. Por isso, estou avaliando com a nota máxima, marcando como favorito e seguindo o autor.

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 99
    • 5 estrelas47%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Jérôme Baschet

    Professor na renomada Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris, e aluno de Jacques Le Goff, reconhecidamente o maior medievalista vivo, Baschet possui invejável currículo, em que constam alguns dos livros que mais profundamente sacudiram os medievalistas nos últimos tempos. Especialista em iconografia, Baschet mostrou em Lieu sacré, lieu d’images, les fresques de Bominacco [Lugar sagrado, lugar de imagens, os afrescos de Bominacco], de 1991, que as imagens medievais não podem ser compreendidas fora do espaço que elas ocupam e que elas ajudam a significar. Mais precisamente, para retomar uma fórmula sua, toda imagem medieval é uma « imagem-objeto », ancorada no espaço que ela materialmente ocupa. Se o primeiro livro era um estudo de caso, o segundo, de 1993 (Les justices de l’Au-delà, les représentations de l’enfer en France et en Italie, XIIe-XVe siècles [As justiças do Além, as representações do Inferno na França e na Itália, séculos XII a XV) – baseado em sua tese de doutorado – desenvolveu um tema caro aos medievalistas – a representação do inferno – e levou em conta um grande conjunto de imagens. Desde 1997 Jérôme Baschet combina suas atividades na França com um semestre na Universidade Autônoma de Chiapas, em San Cristóbal de las Casas, no México, em que ensina história medieval. A partir dessa experiência, escreveu, em 2002, com reedição em 2005, um livro sobre a rebelião zapatista no México, o que o desliga evidentemente da idéia tradicional de um medievalista pouco preocupado com o mundo contemporâneo.

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    Jérôme Baschet