O semelhante -

    Elisa Lucinda

    Record
    1998
    228 páginas
    7h 36m
    ISBN-10: 850105416X

    Elisa Lucinda, atriz, poetisa, lançou em 1994 o livro “O semelhante”, que transformou em espetáculo e percorreu várias capitais brasileiras . No ano de 1997, lançou o CD “O semelhante”. Neste disco, interpretou vários de seus poemas e ainda contou com as participações especiais de Miguel Falabela, Mauro Salles, Paulo José, Zezé Polessa, Juliano Gomes e Leandro Braga.

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    Lais Porto (@umaleitoranegra)17/05/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Semelhante - Poesias de Elisa para mim

    Termino mais um livro de Elisa Lucinda e fico extremamente feliz por ter ouvido cada palavra dessa escritora. Palavras oras fortes, oras de consolo, ditas para nós, as mulheres negras, Elisa fez suas poesias para um determinado público, ela não fez essas poesias para todo mundo, foram feitas para mim, foram feitas para nós manas. O livro segue tal ordem: 1- A cada dia seu verso; 2- O amor de dadá das águas; 3- Planeta v’entre e consagração da criatura; 4- Descobrimento de Brasis; 5- Deus, o cara. Como sou bem organizada me encantei por essa divisão e como ela foi feita, cada parte parece que é um livro novo, um livro diferente, não que eles não conversem entre si, existe um elo entre todas as partes, mas é nítido onde cada poesia deve estar, se alguém bagunçasse as poesias saberíamos onde alocar novamente e no seu devido lugar. Em A cada dia seu verso podemos perceber que Elisa nasceu pra isso, pra ser poetisa, pra declamar suas poesias, para nos encantar com suas palavras vividas. Elisa é tão apaixonada, amante e esposa da poesia que em 2008 criou a Casa Poema, no Rio de Janeiro, no qual realiza recitais de poesias, a Casa é composta por uma biblioteca, salas de aula, teatro e um café. Em descobrimento de Brasis o ‘livro’ dentro de O Semelhante que mais me tocou, mais me encantou, maios me chamou a atenção. Aqui Elisa escancara a mentira da democracia racial, dá voz as nossas angustias, reclama da opressão racial, se consola com a mãe e presta lindas homenagens aos grandes que o Brasil não valoriza, Zezé Motta e Grande Otelo.

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