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    Diário de trabalho - 1941-1947

    Bertolt Brecht

    Rocco
    1973
    345 páginas
    11h 30m
    ISBN-10: 8523518850
    Português Brasileiro
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    O segundo volume do 'Diário de trabalho' de Bertolt Brecht cobre o período em que o dramaturgo se auto-exilou nos Estados Unidos, entre 1941 e 1947. Aqui é possível acompanhar, por exemplo, os bastidores da criação das peças 'O círculo de giz caucasiano' e 'As visões de Simone Machard', além do processo de tradução e adaptação de 'A vida de Galileu' para os palcos americanos. O livro traz anotações de Brecht sobre seu convívio com outros grandes talentos de sua época, como o roteirista Herman J. Mankiewicz; os cineastas Fritz Lang, Jean Renoir, Charles Chaplin e Orson Welles; os filósofos Max Horkheimer e Theodor Adorno; entre outros. Brecht comenta as teorias de seus amigos e conterrâneos da Escola de Frankfurt; registra o momento em que foi apresentado a Kurt Weil; lamenta o suicídio de Walter Benjamin; discute as obras de Goethe, Rainer Maria Rilke, André Gide e Aldous Huxley. O diário é repleto de recortes de jornais da época, noticiando momentos decisivos da Segunda Guerra. Brecht fala também da dificuldade que era ter sua obra compreendida nos Estados Unidos. 'Diário de trabalho' é um documento histórico sobre a obra de Brecht, além de ser o retrato de uma época especialmente marcante da História.

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    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht