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    De Escrita e Vida -

    Clarice Lispector

    Rocco
    2010
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788579800085
    Português Brasileiro
    4.3
    639 avaliações
    Leram971Lendo42Querem500Relendo2Abandonos11Resenhas96
    Favoritos77Desejados500Avaliaram639

    Para Clarice Lispector escrita e vida eram as duas faces de um mesmo milagre: a vida cotiana. Nesta seleta de reflexões sobre a escrita e o ato de escrever, extraídas das suas crônicas, alguns poderão encontrar as chaves para a compreensão das motições profundas de sua obra. Ao passo que outros encontrarão certamente estímulo para escrever e, assim, adensar a história de suas próprias vidas. De escrita e vida não ilumina apenas a produção literária e a existência de Clarice, lançando também um esclarecedor foco de luz sobre as vidas dos próprios leitores.

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    André Ferreira picture
    André Ferreira29/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Clarice Lispector: A Necessidade do Amor Pela Escrita

    [2020: 100 anos da Diva pernambucana Clarice Lispector] “Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.” Clarice Lispector é um tipo entidade literária que a nós é provida de uma ligação afetiva extremamente sensível, avassaladora, multissensorial. Os escritos dela representam um tipo de literatura apaixonante, coisa inspiradoramente verdadeira e profunda que nos leva a refletir sobre a vida, sobre o amor, sobre a literatura, sobre a necessidade vital do ato de escrever. Para Clarice, escrever é a mesma coisa que respirar. Os escritos dela são um tipo de “literatura fundamental” na vida de qualquer leitor. Em “Clarice Lispector: crônicas para jovens leitores de escrita e vida” todas as verdadeiras “Clarices” são expostas através de fragmentos de escrita em crônicas que ela publicava no jornal em que era colunista. Reunidas pelo organizador Pedro Afonso Vasquez, e publicado em 2015 pela editora Rocco, esse pequeno livro traz crônicas que são elucidadoras no sentido de fazer-nos compreender o modo de pensar de Clarice. Essas crônicas relatam a vida da autora, os seus relatos mais íntimos e a sua necessidade do amor pela escrita. Escrever é fundamental! Escrever, para Clarice, é existir! Diva, mulher, mãe, escritora, ícone: Clarice é um patrimônio da literatura em língua portuguesa. Essa escritora pernambucana/carioca traz consigo todo um universo próprio, autêntico, uma viagem no mundo íntimo, sensível, dos dilemas universais da existência humana. É um livro curto em que se recomenda mais sentir a leitura, viver a experiência, abraçar o amor de Clarice pela existência e pela escrita. Não procure entender Clarice. A literatura dela é pra ser sentida em toda sua vastidão. Eu sou extremamente suspeito para falar de Clarice. Amo-a, em todas as suas frases e modo de pensar, de ser, de existir. Para mim é a melhor escritora brasileira de todos os tempos. As frases dela tomam sua própria personalidade. É uma literatura para apreciar, sentir a pulsação, o desamparo, a entrega, a amor pela arte e pela graça de escrever. Sentir Clarice é abraçar a literatura, é expor e guardar para si esse amor, essa miscelânea de sentimentos que compõem a nossa transitória existência. Amo-te Clarice!

    25 curtidas

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    • 5 estrelas45%
    • 4 estrelas34%
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    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Clarice Lispector

    Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise. De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois anos de idade. A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante. Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche. Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.

    135 Livros
    7.1 Seguidores
    Vinnytsia, Ucrânia

    Clarice Lispector