Em Academias de arte, Nikolaus Pevsner aborda mais de quatrocentos anos de ensino artístico em uma pesquisa monumental, que vai desde as primeiras experiências renascentistas até a Bauhaus alemã. O livro é um dos grandes clássicos da história da arte, agora em sua primeira tradução para a língua portuguesa. A palavra "academia" originou-se na Grécia antiga e faz referência ao nome do bairro onde Platão levava seus alunos para ensinar filosofia. O termo, que migrou para a Itália no Renascimento, serviu primeiro para designar grupos de amigos dedicados a estudar os mais variados assuntos, como a arte e a filosofia. Foi no século XVI, com o advento do absolutismo, que a palavra ganhou outro sentido. O Estado passa a ser mais rígido e as academias vão sentir os reflexos dessa nova ordem política em um regime administrativo igualmente mais severo. Assim, com o estreitamento do vínculo entre artistas e governo, essas instituições tornam-se fatores determinantes na história da arte. Mas o autor não se limita a descrever a evolução dos estilos e dos métodos de ensino; seu interesse está na relação do artista com seu tempo e as mudanças de sua função perante a sociedade. Para isso, Pevsner analisa cada uma das instituições que importaram o rígido modelo italiano ao longo dos séculos, em suas particularidades, conflitos e polêmicas. O livro faz parte da coleção História Social da Arte, coordenada por Sergio Miceli e Lilia Moritz Schwarcz, inaugurada com o lançamento de A pintura da vida moderna, de T. J. Clark.
Academias de Arte - Passado e Presente
Nikolaus Pevsner
Companhia das Letras
2005
439 páginas
14h 38m
ISBN-10: 8535905871
Português Brasileiro
Edições (1)
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