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    Fobópole - O medo generalizado e a militarização da questão urbana

    Marcelo Lopes de Souza

    Bertrand Brasil
    2008
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788528613186
    Português Brasileiro
    4.1
    16 avaliações
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    Em Fobópole: O medo generalizado e a militarização da questão urbana, Marcelo Lopes de Souza, doutor em Geografia e vencedor do Prêmio Jabuti, analisa a forma pela qual a problemática da (in)segurança pública, tendo por pano de fundo o medo generalizado, vai se convertendo em um formidável fator de (re)estruturação do espaço e da vida urbanos.

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    Leandro Bussolotto23/12/2020Resenhou um livro
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    Diria que ao ler este livro me deparei em uma “encruzilhada reflexiva” – Em relação à cidade, compartilho de algumas ideias do professor Jan Gehl, a cidade precisa e deve ser construída para pessoas, objetivando a qualidade de vida da sua população, a ocupação dos espaços públicos, com construções em escala mais humana, ruas que convidem a circulação de pedestres e ciclistas, e cada vez menos carros. Porém, num projeto que contempla estas características, a população, de um modo geral, precisa participar efetivamente, ou mais precisamente deve ser ouvida. A questão que se coloca aqui é: Como isso seria possível em uma FOBÓPOLE? Termo este que o professor Marcelo usa para descrever uma cidade dominada pelo medo, em especial da violência, do crime organizado. Uma cidade, onde o Estado dá ouvidos aos criminosos, legitimando-os. Uma cidade onde a participação popular é um “faz de contas”, uma utopia. Uma cidade onde as transformações do espaço urbano precisam do aval de traficantes e /ou milicianos. Uma cidade, onde os moradores sofrem com a disputa pelo controle social e de determinados espaços, entre agentes de negócios ilícitos e o Estado. As consequências da proliferação da violência são inúmeras, dentre elas está a contribuição significativa para o aumento da segregação e alienação espacial, onde os mais abastados, aqueles que se acham “acima da lei” passam a viver em condomínios fechados, e os demais se viram como podem. A polícia, aparato repressivo do Estado, exerce um tratamento diferenciado entre “os de cima” e “os de baixo”. O fato é que utiliza-se uma série de “remédios” que aumentam os efeitos colaterais e nada resolve. Não adianta colocar mais policiais na rua, construir mais presídios, aumentar a vigilância por videomonitoramento, contratar empresas de segurança, etc., enquanto as verdadeiras causas que empurram os indivíduos para a criminalidade não forem atacadas.

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    Marcelo Lopes de Souza

    Marcelo Lopes de Souza é professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundou e coordena um grupo de pesquisas cujo foco principal são os vínculos entre relações sociais e espaço e, muito particularmente, a espacialidade da mudança social, chamado Núcleo de Pesquisas Sobre Desenvolvimento Sócio-Espacial (NuPeD). O trabalho de Marcelo Lopes de Souza tem tido como foco principal a espacialidade dos movimentos e dos conflitos sociais, suas identidades, agendas e formas de resistência. Sua atenção profissional tem sido dedicada, de um modo geral, ao estudo dos vínculos entre mudança social e organização espacial. Outros de seus temas de interesse incluem: pensamento libertários na Geografia; justiça ambiental como dimensão do desenvolvimento sócioespacial; Sua tese de doutorado, publicada na Alemanha e inspirada no trabalho de Orlando Valverde, tratou sobre drogas e o crime na cidade do Rio de Janeiro numa época de debates ainda incipientes. Por esta pesquisa sobre a questão urbana recebeu o primeiro prêmio da Sociedade Alemã de Pesquisa sobre a América Latina (ADLAF), em 1994. Foi agraciado também com o Prêmio Jabuti por seu livro O Desafio Metropolitano, em 2001.

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    3 Seguidores

    Marcelo Lopes de Souza