O Poder das Organizações -

    Max Pagés, Michel Bonetti, Daniel Descendre, Vincent de Gaulejac

    Atlas
    2008
    234 páginas
    7h 48m
    ISBN-13: 9788522402236
    Português Brasileiro

    A abordagem deste livro buscou construir uma teoria do poder e da organização. Partindo de que vivemos sob o domínio das organizações, notadamente das multinacionais, que desenvolveram novos métodos de dominação dos indivíduos, da agonia do capitalismo clássico, da realidade da era da violência doce, da organização hipermoderna, os autores estudam a associação da organização e do poder, buscando resposta para ambas as preocupações: O que é organização? O que é poder? A elaboração desta teoria do poder e da organização partiu do estudo concreto do funcionamento interno de uma multinacional, TLTX. A análise visa compreender as relações entre o econômico, o político, o ideológico e o psicológico. TLTX desenvolve métodos políticos de administração à distância, difunde uma ideologia, uma religião de empresa, inscritas nas suas políticas d recursos humanos. E consegue a adesão de seus membros, através da influência sobre estruturas inconscientes pelas quais o indivíduo se liga à organização e pela compreensão das políticas que reforçam essa relação.

    Resenhas (1)Ver mais
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    Maxmilliano Reis16/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Transformador e chocante

    Cheguei neste livro a partir de referências de um outro livro. Os autores fizeram uma pesquisa sobre como as organizações multinacionais dominam a subjetividade dos indivíduos e os manipula em favor do lucro e da expansão. Eles desenvolveram uma análise sobre a estrutura que tais organizações aplicam para dominar e expandir. Os autores analisam a sociologia, a psicologia e a ideologia por trás desse movimento. Eles não apresenta soluções possíveis para um indivíduo manter sua autonomia no seio de tais organizações. Porém, é de extrema valia entender as dinâmicas de dominação aplicadas. Por diversas vezes me vi objetivo de tal empreitada, enquanto trabalhador de uma multinacional. A tomada de consciência é libertadora por si mesma.

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