O relativismo tem representado, desde a Antiguidade, uma filosofia entre outras. Ora, com a "morte de Deus", tornou-se a filosofia dominante do mundo ocidental, o que incita a definir melhor seus contornos. Existem, de fato, diferentes variantes do relativismo. Assim, para o relativismo normativa, as normas e os valores são convenções culturais e todas as culturas têm o mesmo valor. Para o relativismo cognitivo, não há conhecimento certo, mesmo em ciência. Retraçando a história desses relativismos, Raymond Boudon nos convida a distinguir o "bom" relativismos, que favorece o respeito ao Outro, do "ruim", que engendra uma perda de referenciais intelectuais, alimenta o niilismo e prejudica a democracia.
