Incoerente, desconexo e repleto de parágrafos grosseiros. A ideia é realmente muito boa e não é um livro chato, mas o essencial é ofuscado pelas falhas. As meninas TEM potencial, porém uma revisão sem pressa e MUITA pesquisa são essenciais para o que elas se propuseram a escrever.
As perguntas que ficaram:
O orfanato, logo no começo da história, nos é apresentado como um lugar triste, pobre e sem esperança. Todavia ele mais parece uma mistura de república com a manjada high school americana, cheia de paqueras e jogatinas. Aonde foram parar os pobres órfãos? E por que todos lá, todos mesmo, se comportam como patricinhas e mauricinhos?
Onde fica Mooville?
O que aconteceu com os deuses egípcios conhecidos? Eles existem? Sekhmet não deveria ser o 'outro lado' da deusa Hator?
Nuru era deus de que?
Piramides não eram tumbas faraônicas?
Como alguém se interna em um hospício e escolhe as próprias visitas?
O que me incomodou muito:
Os erros de pontuação e o uso excessivo de virgulas, pontos finais e traços deixam a leitura sem ritmo.
A enxurrada de frases de efeito corta qualquer clima. É regra: não existe ponto alto sem que haja algo com que comparar.
Tenho certeza de que se elas atentassem mais ao desenvolvimento da narrativa, dos personagens, da relação deles com os acontecimentos e o cenário, seria um ótimo livro. Elas são jovens e tem um tempão para se aperfeiçoarem. Sinceramente estou aguardando o próximo.