A Teoria da Agenda descreve o significativo e às vezes controverso papel da mídia em determinar quais são os assuntos que estão no centro da atenção pública e da ação. Neste livro, Maxwell McCombs, um dos fundadores da tradição de pesquisa sobre o agendamento, sintetiza centenas de estudos científicos levados a cabo sobre este papel da mídia no modelamento da opinião pública. A obra discute as fontes destas agendas da mídia, a explicação psicológica de seu impacto na agenda pública, e as conseqüências resultantes para as atitudes, opiniões e comportamentos. Este livro tem um inestimável valor para os estudantes de mídia, comunicação e política, assim como para todos os interessados no papel da comunicação de massas em formar e dirigir a opinião pública.
A Teoria da Agenda - A mídia e a opinião pública
Maxwell McCombs
A mídia influencia a opinião pública: está confirmado.
O livro é excelente porque comprova nos mínimos detalhes, que a mídia influencia a agenda pública. A teoria da agenda nos revela a prática do agendamento. McCombs cita Limppmann, que é o pai da teoria do agendamento. Este autor afirma que os veículos noticiosos são nossas janelas para o mundo. Que a opinião pública não responde a um ambiente, mas a um pseudoambiente construído pelos veículos noticiosos. Para provar que as saliências dos veículos noticiosos salientam os tópicos da opinião pública, McCombs inicia uma detalhada pesquisa na eleição americana de 1940, que se deu durante muitos anos, sob diversos aspectos. A pesquisa demonstra que os temas tido como importante para a mídia, era também considerado importante pela opinião pública, dando o nome a essa influência da comunicação massiva de "agendamento" (agenda-setting). A pesquisa comprova que a agenda da mídia estabelece a agenda pública. Como se provou isso? A pesquisa solicitava aos entrevistados que elaborassem um ranking de questões-chaves. Ao mesmo tempo, fontes principais de informação utilizadas por esses foram igualmente reunidas e seus conteúdos analisados. O resultado foi que a saliência dos cinco primeiros temas entre os entrevistados era virtualmente idêntico à saliência destes temas na cobertura das notícias. Para que nas demais pesquisas, se pudesse compreender o grau de identidade entre as agendas, foi criada uma pontuação +1,0(correspondência perfeita), 0 (não há qualquer correspondência) e -1 (relação inversa). Constatou-se que o fenômeno do agendamento é encontrado em temas locais e nacionais. Porém o público não é um autômato coletivo que passivamente espera ser programado pela mídia. O padrão da cobertura da mídia ressoa para alguns temas, mas para outros não. A mente do público não é uma tábula rasa esperando para ser escrita pelos mass media. Isso acontece porque fatores psicológicos e sociológicos podem estimular ou constranger o grau de influência dos mass media. Além disso, a influência só se dá em veículos noticiosos e Estado livre, as notícias que são originárias de veículos dominados, não possuem influência na opinião pública. A proposição geral é que os jornalistas influenciam significativamente as imagens do mundo de suas audiências. Esses mesmos jornalistas nos apresentam uma visão limitada do ambiente mais amplo, o pseudoambiente. Os veículos noticiosos são mais do que simples canais de transmissão dos principais eventos do dia. A mídia constrói e apresenta ao público um pseudoambiente que condiciona como o público vê o mundo. Pesquisas demosntram também a "síndrome mundial da malvadez", onde a intensificação de notícias de crimes, violência, tende a cultivar a imagem de um mundo relativamente perigoso e malvado. As vezes, o medo do público aumenta reciprocamente com o aumento da saliência de crimes na mídia, mesmo que a realidade seja o caminho inverso, onde os crimes diminuiam, como revelou a pesquisa no Texas. O livro nos revela que a mídia atua como professor de civismo, na medida em que os cidadãos pensam que tem o dever de saber o que acontece em seu país e no mundo. McCombs afirma-nos que o público tem necessidade de orientação, ou seja, ele necessita orientar-se, saber do mundo ao seu redor, revelando os temas não intrusos, que são aqueles que o público possui pouca ou nenhuma experiência pessoal. A necessidade de orientação fornece uma explicação psicológica detalhada de por que os efeitos do agendamento ocorrem. Há o agendamento de 1ª dimensão (agendamento tradicional), que é a saliência de objetos, e o agendamento de 2ª dimensão (agendamento de atributos), que é a quando os aspectos específicos do conteúdo da mídia sobre temas públicos são explicitamente ligados ao formato da opinião pública. A também a percepção do enquadramento, que é a forma como a mídia trata e expõem os assuntos. Mas, quem define a agenda da mídia? o esforço para essa resposta considera 3 elementos chaves: as principais fontes que fornecem a informação para as matérias, outras organizações noticiosas e as normas e tradições do jornalismo. Comunicólogos e RP's são colaboradores importantes, as organizações noticiosas de maior status definem as agendas de outras organizações noticiosas. Os estudos comprovam também que a memória coletiva é uma agenda altamente seletiva dos eventos e das situações do passado que domina a visão pública de sua identidade histórica. A mídia sabe como contar histórias, e elas são mais capazes de criar lendas do que os agentes tradicionais de memória.
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