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    Crítica da divisão do trabalho -

    André Gorz

    Martins Fontes
    1996
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-10: 8533604947
    Português Brasileiro
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    A classe operária no poder não pode, em nenhuma hipótese, limitar-se a tornar o trabalho mais leve, a reduzir-lhe a duração e aumentar-lhe a remuneração; pois a determinação capitalista é - independentemente até das finalidades inaceitáveis da produção capitalista - a destruição do trabalhador, a negação da sua liberdade; em resumo, a sua alienação.

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    André Gorz

    André Gorz foi um filósofo austro-francês, também conhecido pelo pseudônimo Michel Bosquet. Como jornalista, ajudou a fundar em 1964 o semanário Le Nouvel Observateur. No pós-guerra, apoiou Jean-Paul Sartre, em sua versão existencialista do marxismo, mas rompeu com ele após o Maio de 68 e passou a se interessar por ecologia política, da qual tornou-se um dos principais teóricos. Seu tema central foi o trabalho: liberação do trabalho, justa distribuição de trabalho, trabalho alienado, etc. Ele também defendeu a renda básica de garantia (ou renda básica de cidadania, que tem, no Brasil, o senador Eduardo Suplicy seu principal defensor). É autor de Metamorfoses do Trabalho, obra na qual analisa, entre outras questões, a relação entre o cálculo contábil e a racionalidade econômica. No dia 22 de setembro de 2007, em sua casa, na aldeia de Vosnon, André Gorz se suicidou aos 84 anos, ao mesmo tempo que sua mulher, Dorine, afetada por uma grave doença. A ela, Gorz havia dedicado o livro Carta à D. - História de um amor (2006).

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