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    Ela Disse, Ele Disse -

    Thalita Rebouças

    Rocco
    2010
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788579800511
    Português Brasileiro
    3.8
    7156 avaliações
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    Favoritos562Desejados2149Avaliaram7156

    Em seu primeiro livro a ter um menino como protagonista, Thalita Rebouças mostra a mesma sensibilidade e bom humor para captar o universo adolescente masculino quanto revela em relação ao mundo das meninas. Fenômeno da literatura teen com 10 títulos publicados e mais de 800 mil exemplares vendidos, a autora de Fala sério, mãe! , Tudo por um namorado e Uma fada veio me visitar, entre outros sucessos, lança agora o divertido Ela disse, ele disse. Com tiragem inicial de 30 mil exemplares, o livro chega às lojas pelo selo Rocco Jovens Leitores. Alternando as vozes de Rosa e Leo, ambos adolescentes de 14 anos novos no mesmo colégio, Ela disse, ele disse é um divertido romance que mostra como meninos e meninas podem sentir as mesmas coisas, mas pensar e agir de modo muito diferente. Por muito pouco, a timidez de um pode virar antipatia na cabeça do outro; por outro lado, uma reação mais alegre e espontânea corre o risco de ser interpretada como “mole” pelo sexo oposto. Não é à toa que, do alto dos seus 14 anos, Rosa conclui que “garotos são feitos de outro tipo de massinha”. Mas apesar de todas as diferenças, os olhares desses dois filhos únicos de pais separados insistem em se cruzar desde o primeiro dia de aula na escola Dinâmica. Ele foi logo puxando conversa com ela, deslocada no canto da sala. “Ai, que fofo”!, pensa Rosa, já certa de que Leo, além de muito educado, estava superinteressado nela; mas tão rápido e descolado quanto demonstra ser para se aproximar, não pensa duas vezes antes de dar as costas à garota e se juntar à ala masculina da turma para integrar o time de futebol na hora do recreio. “Garotos... humpf”!. Para Leo, no entanto, tudo é muito simples: “Tinha uma carteira vazia perto da janela e fui direto para lá. Para evitar ficar calado e com cara de desentrosado, puxei logo papo com uma menina que parecia estar sozinha”. E quanto ao convite para o futebol, bem, existe outra resposta possível para um garoto neste caso a não ser um objetivo e certeiro “Tô dentro”? “No vestiário, depois da pelada, eu já me sentia parte do grupo”, revela; enquanto Rosa fica tentando entender por que os meninos viram melhores amigos em questão de segundos quando esta palavrinha mágica chamada futebol entra em campo. Temas como amizade, bullying, respeito às regras e a relação entre pais e filhos também estão presentes no livro, abordados com a naturalidade e a descontração características da autora. E como num quebra-cabeça em que cada peça se encaixa perfeitamente à outra, a narrativa se desenrola revelando, com ritmo e bom humor, os sonhos e angústias de meninos e meninas diante de cada situação, com direito a passagens hilárias causadas pela difícil comunicação entre os sexos. Ela disse, ele disse mostra por que Thalita Rebouças é a escritora mais amada pelos adolescentes. E nisso meninas e meninos concordam! Fonte: Editora Rocco.

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    Lodir Negrini picture
    Lodir Negrini05/12/2010Resenhou um livro
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    Bom livro para pré-adolescentes

    Apesar de já ter ouvido falar na série "Fala Sério!", conheci Thalita Rebouças há pouco tempo, justamente durante a divulgação desse livro. Passei a ler mais sobre a escritora e a carreira dela. Passei a segui-la no Twitter e descobri que ela é famosa, tem muitas fãs e já vendeu muitos livros, considerando que é uma escritora brasileira. Digo muitas fãs porque seu publico alvo é nitidamente meninas na faixa da pré-adolescência, ou seja, por volta dos 10 aos 15 anos. Todos os seus livros denunciam isso na capa: sempre coloridas, com ilustrações de personagens femininas e títulos direcionados a esse público. O que eu fui fazer lendo um livro dela então? Como ela mesmo frizou, esse livro nasceu para atender aos pedidos de diversos garotos que pediam a ela que escrevesse algo para eles também. Ela atendeu. É a primeira vez que ela escreve um livro com um personagem principal homem (ainda que dividindo a narração com uma personagem mulher) A história me chamou a atenção, e apesar de já saber que talvez me sentisse adulto demais para essa literatura, sou bem eclético quanto a literatura e queria conferir um trabalho dessa escritora nacional de tanto sucesso. Sempre é bom incentivar a literatura nacional, que anda tal mal na lista dos mais vendidos. É difícil falar desse livro. Então vamos começar pela parte mais chata. Thalita peca na linguagem. Obviamente isso é propositado; ela está escrevendo para adolescentes, e como já disse, quer "falar na linguagem deles". O problema é que, para escrever livros de sucesso para meninas adolescentes ou para adolescentes de forma geral, não é necessário escrever diálogos exatamente como nós falamos no dia-a-dia, ou usando linguagem de internet. "Crepúsculo" e "Harry Potter" estão ai para provar isso. Thalita, no entanto, exagera no uso de gírias, palavras abreviadas e todo tipo de expressão não-culta usada na linguagem informal. Algumas vezes ela esquece que não está escrevendo apenas para o Rio de Janeiro e escreve gírias cariocas, que podem até deixar leitores de outros estados perdidos. Se você ouvir uma entrevista dela, verá que é exatamente assim que ela fala, com as mesmas expressões. O problema é que, na minha opinião, tanta linguagem coloquial não fica bem em nenhum tipo de literatura. Ela não utiliza apenas nos diálogos; ao longo de toda a narração, os personagens abusam dessa forma de linguagem. A personagem principal chega a falar em "climão pesadão" logo nas primeira páginas, entre outras coisas que saltam aos olhos de quem está acostumado a ler. É irônico porque depois, a mesma personagem tem diversas conversas com a mãe ao longo do livro criticando as expressões e gírias que ela usa, que para ela são extranhas. Algumas usadas pelo casal principal, na minha opinião, também são. Em outra palavras, nenhum pai ou professor deve indicar esse livro a uma criança ou adolescente esperando aumentar seu vocabulário com essa literatura. Outro ponto negativo são as repetições, e de todos os tipos: as descrições da personagem Rosa sobre o Leo, que aparecem iguais em diversas partes; os diálogos dela com a mãe, criticando sua linguagem, e que também acontecem com Leo e seu pai; as colocações de Rosa sobre como odeio aquilo ou aquela pessoa. Enfim, muitas vezes parecem que estamos relendo as mesmas linhas. Também não em agradou a forma como os personagens principais são puramente clichês: a menina tem todos os clichês esperando de uma menina de 14 anos (apaixonada demais, preocupada demais com as amigas, etc.) e a mesma coisa acontece com o garoto (louco por futebol, joga bem, resolve os problemas com briga, etc). No entanto, o livro não é só defeitos, e posso dizer que, apesar disso, cumpre seu papel, e de forma geral eu gostei do trabalho de Thalita. Apesar de ter poucas páginas, Thalita esboça uma história e tanto, que começa rápida, vai direto ao ponto, trás diversos temas e ainda acaba a tempo de mostrar o final do ano letivo da escola! Tudo em 190 páginas! Deve ser parte da estratégia da autora para escrever para adolescentes. Gostei da forma como ela conduziu a história desde o começo, com a abertura do livro com a personagem Rosa chegando a escola no primeiro dia. A partir dai, tudo passa muito rápido, enquanto a narração é intercalada entre Rosa e Leo. Ela consegue competentemente abordar diversos assuntos comuns na adolescencia, apesar de alguns clichês; a escola nova, o Bullying, os professores, os trabalhos de escola, a paixão por uma colega de sala, as provocações tanto de um garoto quanto de uma garota. O destaque é o tratamento que a autora dá para o tema Bullying, algo louvável em uma literatura adolescência hoje em dia. Ela mostra com competência como ele acontece dentro das escolas, e essa tortura pode atormentar os colegas de sala de aula. Acredito que essa seja o mais importante papel de uma escritora como Thalita hoje no Brasil: ser capaz de escrever livros dirigidos ao público alvo com a intenção de educar, mas de forma leve e não cansativa, com história mostrando o cotidiano a que eles já estão acostumados. Gostei muito da personagem Ludmila. Com certeza ela é responsável pelos melhores momentos do livro. Dei muitas risadas com as participações dela. A personagem foi bem construída, principalmente os seus diálogos. Foi muito divertido os "toques" que ela da ao Leo, junto com o pai dele, que é outro personagem divertido. Se a escritora for fazer uma continuação, espero que Ludmila esteja nela também, e durante mais tempo. Eu também conheço crianças nessa idade que, como ela, não parecem ser crianças. A escritora me surpreendeu: a metade final do livro é a melhor, e ela conseguiu fazer uma romance entre o casal sem parecer água com açúcar. A decepção foi eles terem começado a namorar um dia depois do primeiro beijo, rápido demais! Pareceu que ela queria terminar logo de escrever o livro. Mas quando eu jurava que o climax final seria com a concretização do namoro, a autora conseguiu trazer mais uma situação de reviravolta que deu outro climax, com a possível expulsão dos personagens principais. Levou o livro ao final de forma maravilhosa, deixando o leitor satisfeito. Depois de toda essa longa resenha, se você me perguntar se gostei do livro, a resposta será sim. Se recomendo? Sim, mas não muito para maiores de 15 anos. Aí é por sua conta e risco.

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    • 5 estrelas27%
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    Thalita Rebouças Teixeira profile picture

    Thalita Rebouças Teixeira

    Nas palavras da própria Thalita: "Sou fofa. Pelo menos é o que dizem as boas línguas. Nasci no dia 10 de novembro de 1974, sou carioquésima (daquelas que louvam o Rio e agradecem diariamente por ser de uma cidade tão linda e especial), empolgada, teimosa, escorpiana, portelense, Fluminensesesê!, abracenta, sorridente, chata à beça na TPM, chorona (do tipo ridícula, choro até vendo comercial de detergente), alucinada por sambas e marchinhas de Carnaval, louca por brigadeiro (para comer de colher) e adrenalina — já saltei de pára-quedas e asa-delta algumas vezes — e viciada em algumas séries de TV (Friends, Seinfeld, Sex and The City, Lost e Desperate Housewives são minhas preferidas). A vontade de escrever nasceu quando eu era criança. Do alto dos meus 10 anos eu me autodenominava "fazedora de livros".

    39 Livros
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    Rio de Janeiro, Brasil

    Thalita Rebouças Teixeira