Trilogia do Assombro -

    Helena Jobim

    José Olympio
    1981
    397 páginas
    13h 14m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Em 'Trilogia do Assombro' há, sob a força sinestésica - verdadeira trama cromática laivada de poesia - toda uma inteligência sensível e crítica. O que confere à obra, de fôlego, inconformismo, e alteia o moderno romance brasileiro onde a condição da mulher predomina e o sexo é profundo mistério de vida. Ressalta-se no livro - de caráter existencial - a 3.ª Narrativa, sem favor algum antológica, e as páginas de "Desfecho", em que Alba perdura até que o "fio do esplendor una outra vez o dia com a noite". Muito boas, também, na 1.ª Narrativa, a cena inicial de Bárbara e suas pungências; e a revelação (zen-budista, diríamos) das raízes da vida e o espírito da libertação (Maria Guida descobrindo a essência da árvore - 2.ª Narrativa). Quando se fala na poesia da trama cromática não quer dizer que Helena Jobim tenha influências simbolistas. Um estudo da cor em Trilogia do Assombro comprovaria, mais que impressões estéticas ou iterativas, tintas naturais de quem olha, sente, vive o gosto da cor. Não fosse todo o livro escrito com o corpo e alma. Mais corpo e seria menos tocante. Mais alma e perderia esse impacto de referencial de vida. Por Stella Leonardos

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