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    Poemas - Rondó da Liberdade

    Carlos Marighella

    Brasiliense
    1994
    101 páginas
    3h 22m
    ISBN-10: 8511182128
    Português Brasileiro
    3.9
    11 avaliações
    Leram19Lendo2Querem50Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados50Avaliaram11

    É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer. Há os que tem vocação para escravo, mas há os escravos que revoltam conta a escravidão. Não ficar de joelhos, que não é racional renunciar a ser livre. Mesmo os escravos por vocação devem ser obrigados a ser livres, quando as algemas forem quebradas É preciso não ter medo, é preciso não ter a coragem de dizer. O homem deve ser livre... O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo, e pode mesmo existir até quando não se é livre. E no entanto ele é em si mesmo a expressão mais elevada do que houver de mais livre em todas as gamas do humano sentimento. É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.

    Resenhas (1)Ver mais
    Ricardo picture
    Ricardo23/07/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É preciso coragem para saber amar

    Tive contato com o poema cujo título dá nome ao livro quando eu ainda estava na escola aos doze ou quinze anos em uma aula de História. Guardei com carinho alguns versos até hoje e quando vi que havia uma edição de poemas do autor é claro que eu quis ler. Não pude acreditar que grande parte dos poemas é de textos românticos de idealização da amada, quase parnasianos, muito românticos com toques bem exagerados de carga sentimental e até com terceiras intenções. Exatamente, bastante picantes, mas não pornográficos. De uma inocência juvenil que vemos em cartas de amores. Pense num jovem idealista apaixonado e você verá nele muito do que foi Carlos Marighella, filho de pai italiano e mãe negra, tipicamente brasileiro. A parte final do livro é a minha favorita e inclui versos mais afinados ao protesto do poeta, que inclusive foi preso já enquanto jovem por um de seus textos desagradar a autoridade da escola. Foi preso mais tarde pela ditadura Vargas e sobreviveu a tentativa de homicídio tendo forças para gritar depois de ter levado disparos no peito: abaixo a ditadura fascista! Foi preso pela ditadura golpista da década de 60. O que quer que ele tenha feito politicamente de condenável não chega nem perto da barbárie estatal que torturou e matou crianças e mulheres, que nada tinham a ver com guerrilhas ou oposição. É preciso ter a coragem de dizer. Carlos Marighella teve. E disse com todas as letras. Não é preciso transformar sua figura em mito. Como fazem hoje com certa figura execrável.

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    3.9 / 11
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas27%
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    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas0%
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    Carlos Marighella

    arlos Marighella (Salvador, 5 de dezembro de 1911 — São Paulo, 4 de novembro de 1969) foi um político brasileiro, um dos principais organizadores da luta armada contra a ditadura militar a partir de 1964. O Minimanual do Guerrilheiro Urbano foi escrito em 1969, para servir de orientação aos movimentos revolucionários e libertários. Circulou em versões mimeografadas e fotocopiadas, algumas diferentes entre si, sem que se possa apontar qual é a original. . Nesta obra, defendeu o terrorismo, o sequestro e as execuções sumárias como métodos a serem empregados pelos revolucionários brasileiros. Nos anos 80, a CIA – Central Inteligence Agency, dos Estados Unidos, fez traduções em inglês e espanhol para distribuir entre os serviços de inteligência do mundo inteiro e para servir como material didático na Escola das Américas, por ela mantida, no Panamá.

    7 Livros
    26 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Carlos Marighella