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    Melhores Poemas de Mário de Andrade (Coleção Melhores Poemas) -

    Mário de Andrade

    Global
    2003
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: 8526001892
    Português Brasileiro
    4.1
    12 avaliações
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    A evolução poética de Mário de Andrade (1893-1945) exemplifica a própria evolução da poesia no Brasil e a sua renovação (comandada pelo próprio poeta), no período entre o final da Primeira Guerra Mundial e os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Um período conturbado, do qual Mário extrai os poemas, de gosto parnasiano-simbolista, e o título de seu primeiro livro, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917). A renovação artística que se processa no mundo, a libertação de fôrmas e fórmulas assinalam Paulicéia Desvairada, publicada no ano da Semana de Arte Moderna (1922), no qual a poesia liberta da métrica permite o pleno fluxo do subconsciente, regulado pela inteligência, mas também a reflexão sobre o mundo em que o poeta vive, que ora o comove, ora o irrita, do qual é exemplo típico a Ode ao Burguês ("Eu insulto o burguês! O burguês níquel,/ o burguês-burguês"). As experiências da primeira fase modernista, muito além do simples verso livre, marcam Losango Cáqui (1926) e Clã do Jabuti, nos quais a linguagem se abrasileira, sem método, numa saudável bagunça, na qual coabitam lado a lado expressões e termos típicos de várias regiões do país. Dominada a linguagem popular, o poeta aspira à universalidade, afasta-se dos "aspectos belicosos do modernismo", como observa Gilda de Mello e Sousa no prefácio aos Melhores Poemas Mário de Andrade, dá um piparote no anedótico e no circunstancial, preservando a liberdade de ritmo e de rima. O resultado é Remate de Males (1930), a obra mais madura do poeta e na qual mais se interroga a si mesmo ("Eu sou trezentos, sou trezentos e cincoenta"). Poesias (1941) são importantes pela seleção que o poeta faz de sua própria obra. Lira Paulistana (1946), contém um poema essencial de Mário, Meditação do Tietê; escrito dias antes de morrer, balanço de uma vida e confissão do cansaço de tudo: "Eu me acho tão cansado em meu furor".

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    Mário Raul de Moraes Andrade profile picture

    Mário Raul de Moraes Andrade

    Andrade nasceu em São Paulo no dia 9 de outubro de 1893, onde morou durante quase toda a vida até morrer no dia 25 de fevereiro de 1945. foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, folclorista e ensaísta brasileiro. Seu segundo livro de poesias, Paulicéia Desvairada, marcou para muitos o início da poesia modernista brasileira. Em 1922 parcitipou ativamente da Semana de Arte Moderna, que teve grande influência na renovação da literatura e das artes no Brasil.

    125 Livros
    365 Seguidores
    São paulo, Brasil

    Mário Raul de Moraes Andrade