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    Melhores Poemas de Jorge de Lima (Coleção Melhores Poemas) -

    Jorge de Lima

    Global
    2006
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8526003429
    Português Brasileiro
    3.7
    21 avaliações
    Leram41Lendo1Querem32Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados32Avaliaram21

    O alagoano Jorge de Lima (1895-1953) foi o poeta mais original do modernismo brasileiro, o mais preso à tradição e, talvez, o mais nacional. Publicou os seus primeiros versos ao gosto parnasiano (XIV Alexandrinos). Alguns poemas deste livro tiveram imensa receptividade popular, como O Acendedor de Lampiões, incluído durante dezenas de anos no repertório de todos os profissionais da declamação. Liberto da camisa de força parnasiana, identificado com a liberdade de expressão do modernismo, entrega-se à experiência regionalista (Poemas, Novos Poemas, Poemas Escolhidos, Poemas Negros), retratando hábitos e costumes, lendas e personagens nordestinos, com um inconfundível sabor brasileiro, impregnados de sentimento cristão. Ressaltando a naturalidade desses poemas, observou José Américo que o poeta "não monta em cavalo de pau com ar de quem amansa potros chucros". A impregnação do sentimento cristão, a aproximação com a igreja católica, a intenção de "restaurar a poesia em Cristo" caracterizam os poemas de Tempo e Eternidade, A Túnica Inconsútil, Anunciação e Encontro de Mira Celi. "É agora o homem católico, o sacralizador da matéria do mundo, o vidente que antecipa o estado de justiça e de pureza a que a humanidade voltará um dia, o poeta sem malícia para o qual o sexo e a carne foram glorificados pela encarnação de Cristo", escreve Murilo Mendes. Após o virtuosismo do Livro de Sonetos, atira-se à mais ousada, perturbadora, "obscura e secreta" experiência da poesia moderna brasileira, Invenção de Orfeu, de difícil compreensão em tantos trechos. Para Gilberto Mendonça Teles, prefaciador dos Melhores Poemas Jorge de Lima, não só é o grande livro de Jorge de Lima, "mas também o grande coroamento estético de toda a sua poesia e, de certa forma, de toda a poesia brasileira na primeira metade deste século".

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    Resenhas (2)Ver mais
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    Luciano Duarte09/05/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Me agradei de alguns poemas e versos. Ainda assim, continuo preferindo o Jorge de Lima artista plástico ao Jorge de Lima poeta. Fica aqui registrado o meu desejo de explorar o Jorge de Lima romancista.

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 21
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas43%
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    Jorge de Lima

    Era filho de um comerciante rico e mudou-se para Maceió em 1902, com a mãe e os irmãos. Em 1909 foi morar em Salvador onde iniciou os estudos de medicina. Concluiu o curso no Rio de Janeiro em 1914, mas foi como poeta que projetou seu nome. Neste mesmo ano publicou o primeiro livro, XIV Alexandrinos. Voltou para Maceió em 1915 onde se dedicou à medicina, além da literatura e da política. Quando se mudou de Alagoas para o Rio, em 1930, montou um consultório na Cinelândia, transformado também em ateliê de pintura e ponto de encontro de intelectuais. Reunia-se lá gente como Murilo Mendes, Graciliano Ramos e José Lins do Rego. Nesse período publicou aproximadamente dez livros, sendo cinco de poesia. Também exerceu o cargo de deputado estadual, de 1918 a 1922. Com a Revolução de 1930 foi levado a radicar-se definitivamente no Rio de Janeiro. Em 1939 passou a dedicar-se também às artes plásticas, participando de algumas exposições. Em 1952, publicou seu livro mais importante, o épico Invenção de Orfeu. Em 1953, meses antes de morrer, gravou poemas para o Arquivo da Palavra Falada da Biblioteca do Congresso de Washington, nos Estados Unidos da América. [editar] Estilo e personalidade Entre 1937 e 1945 teve sua candidatura à Academia Brasileira de Letras recusada por seis vezes. Para Ivan Junqueira, a Academia cometeu uma imperdoável injustiça com o autor, cujo trabalho literário foi excepcionalmente bem recebido pela crítica e pelo público. O acadêmico não acredita que o poeta tenha transitado à margem da literatura de seu tempo e, afirma, quando se refere ao maior poema do autor - Invenção de Orfeu, "…até hoje, transcorridos mais de 50 anos de sua publicação, não há poeta brasileiro que dele não se lembre." Os textos de Jorge de Lima abrigam uma colossal possibilidade de leituras (a convivência entre a tradição e o novo, o vulgar e o sublime, o regional e o universal) refletem um artista em constante mutação, que experimentou estilos diversos como o parnasiano, o o regional o barroco, o religioso. Na sua multiplicidade, Jorge de Lima pertence a todas as épocas, mesmo se reportando a um tema ou uma situação específica, ao tocar em injustiças sociais que mudaram pouco desde o início da civilização e quando escreve sobre as grandes dúvidas de todos nós, "…da miséria humana, da tentativa de superação de nossas amarras e de nossas limitações.", explica o poeta e jornalista Claufe Rodrigues, leitor voraz de Jorge de Lima.

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    Alagoas, Brasil

    Jorge de Lima