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    A Casa das Bruxas (Mestres do Horror e da Fantasia #10) - At the Mountains of Madness and Other Tales of Terror

    H. P. Lovecraft

    Francisco Alves, (RJ)
    1983
    259 páginas
    8h 38m
    Português Brasileiro
    4.1
    167 avaliações
    Leram308Lendo6Querem441Relendo0Abandonos5Resenhas7
    Favoritos26Desejados441Avaliaram167

    A vastidão nua e gelada do Platô Antártico, varrida pelos ventos, parecia jamais ter visto alguma forma de vida - pelo menos era o que pensavam os membros da Expedição da Universidade de Miskatonic... até que descobriram os estranhos fósseis de criaturas das quais nunca se tinha ouvido falar... ...até encontrarem monumentos que datavam de milhões e milhões de anos, quando na Terra só haviam dinossauros... ...até que suas mentes fossem invadidas pelo terror da Cidade dos Antigos, onde os gelos eternos haviam preservado os fósseis de uma espantosa raça não-humana.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Filipe Quevedo picture
    Filipe Quevedo18/10/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Descendo a lenha

    Infelizmente começo essa resenha afirmando que os contos de Lovecraft definitivamente não me agradam. Com exceção de A cor que caiu do céu, perdi completamente o interesse em ler as histórias curtas do autor. No mês do Halloween de 2015 li o romance O caso de Charles Dexter Word e, na época, amei o livro. Pelas lembranças que tenho dele, provavelmente o colocaria entre as melhores obras de terror que já li. No entanto, lamentavelmente, os dois volumes de contos de Lovecraft que desbravei, no caso este e A tumba e outras histórias, não me agradaram. Quanto ao presente volume, o conto Nas montanhas da loucura me lembrou muito o filme O enigma do outro mundo (The Thing, de 1982), filme que gosto muito, aliás. Porém não gostei do conto. Desde o início há excesso de descrições minuciosas com termos técnicos e/ou científicos. Essas descrições, ora em relação ao ambiente geológico, ora em relação a alguma criatura supostamente paleontológica, ou ainda sobre estruturas arquitetônicas, são chatérrimas, por assim dizer, e frequentes. Tente, por exemplo, imaginar a criatura descrita a seguir: <i>"Os objetos têm dois metros e quarenta de ponta a ponta. Torso em forma de barril, com um metro e oitenta, um metro de diâmetro central, trinta centímetros de diâmetro nas extremidades. Cinza-escuros, flexíveis e infinitamente duros. Asas membranosas de dois metros e dez, da mesma cor, encontradas dobradas, nascendo sulcos entre as rugas. Estrutura das asas tubular ou glandular, de um cinza mais claro, com orifício nas extremidades das asas. Quando abertas, as asas apresentam serrilhamento nas bordas. Em torno do equador, cada qual no ápice central de cada uma das cinco rugas verticais semelhantes a aduelas, ficam cinco sistemas de braços ou tentáculos flexíveis e cinza-claros, encontrados comprimidos fortemente contra o torso mas capazes de se estender a um comprimento total de quase um metro. Semelhante a braços de crinóide primitivo. Os pendúnculos, com oito centímetro de diâmetro, subdividem-se após 25 centímetros em cinco subpendúnculos..."</i> Achou o trecho acima grande demais? E se eu te disser que esse trecho é apenas um terço da descrição da criatura? Pois é exatamente isso. Além do mais, essas partes na narrativa são frequentes e, somadas a ausência de diálogos ao longo de quase todo o conto (e livro), tornaram minha tarefa de concluir a leitura impraticável; abandonei após ter lido 97 do total de 160 páginas. Ora, o que talvez foi pensado para o(a) leitor(a) como um mapa detalhado para imaginar com fidelidade o que é descrito, resulta no contrário, conquanto, pelo menos para mim, essas descrições só dificultaram a imaginação. Será a isso que se referem as pessoas que falam sobre as famosas tentativas do autor em "descrever o indescritível"? Prossigamos. Eis aqui outro aspecto que não me agradou: as tentativas de criar entidades (e/ou ambientes) sobre as quais, agora percebo, tenho até dificuldade em falar, tal é a natureza extremamente abstrata e imaginativa que possuem. O autor apresenta essas entidades (e/ou ambientes) de forma tão etérea que, ao menos para mim, elas soam muito inverossímeis e de dificílima visualização. Claro, talvez tudo isso que não me agradou agrade outras pessoas. Aliás, deve sim agradar muitas pessoas, afinal a nota do livro aqui no skoob é alta. Há então dois tipos de descrição, presentes em todos os contos, que não me agradaram: a minuciosa e a etérea (essa minha dicotomia é somente nominal, para fins explicativos, portanto é obviamente possível que os dois tipos apareçam de mãos dadas, o que de fato acontece). O segundo conto, A casa abandonada, li inteiro e, se por um lado não traz tanto a minuciosidade, traz a eterealidade (neologismo?). Quando comecei o terceiro conto, A casa das bruxas, logo suspeitei, dado o início, que iria pelo mesmo caminho dos outros, então abandonei-o sem demora. O quarto e último conto, O relato de Randolph Carter, foi o menos ruim, mesmo que ainda não bom. Bem, não vou escrever uma conclusão, já falei o que tinha pra falar. Hehehehe (Constatei agora que este é apenas o terceiro livro avaliado com duas estrelas ou menos para o qual fiz uma resenha. Os outros merecedores integrantes dessa execrável lista são Fahrenheit 451 e Duma key.)

    32 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 167
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Howard Phillips Lovecraft profile picture

    Howard Phillips Lovecraft

    Howard Phillips Lovecraft, filho de Sarah Susan Phillips e Winfield Scott Lovecraft, nasceu na casa de seus avós maternos em 20 de agosto de 1890 em Providence, Rhode Island, Estados Unidos. Lovecraft tinha uma saúde delicada, fato que lhe impedia de freqüentar a escola assiduamente. Porém, foi uma criança precoce. Aos três anos foi alfabetizado, lia e recitava poemas. Aos cinco anos leu As Mil e Uma Noites; e aos seis escreveu O Poema de Ulisses, obra rimada com 88 linhas inspirada na Odisséia. A partir daí, o jovem estuda em casa sem o acompanhamento de tutores. Retorna para a mesma escola em 1902. Neste período, interessa-se por astronomia e redige o "Jornal de Astronomia de Rhode Island" que teve 69 edições. No ano seguinte, Lovecraft deixa a escola novamente devido ao St. Vitus'

    399 Livros
    1.741 Seguidores
    Rhode Island, Estados Unidos da América

    Howard Phillips Lovecraft